A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência vai ampliar a presença no Sudeste na reta final do primeiro turno. A estratégia foi apresentada nesta segunda-feira (31) pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha, durante evento do BTG Pactual.
A região reúne mais de 40% do eleitorado brasileiro e concentra três dos maiores colégios eleitorais do país: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Segundo Marinho, a campanha pretende intensificar as agendas nesses Estados nas próximas semanas.
“No caso do Sudeste, nós temos uma outra situação. Nós estamos em uma situação um pouco pior do que estávamos em relação a 2022. Então, essa é uma região que concentra mais de 40% dos eleitores e é uma região que nós vamos nos dedicar, eu diria, com uma maior intensidade”, afirmou.
O coordenador disse que Flávio já conta com palanques estruturados nos principais Estados da região. “Em especial aqui em São Paulo e em Minas Gerais, com dois palanques, e no Rio de Janeiro”, declarou.
A campanha pretende explorar principalmente a situação econômica e a segurança pública. Marinho afirmou que a estratégia será apresentar Flávio como alternativa ao governo Lula.
“Apresentaremos uma alternativa de esperança, de mudança, de possibilidade de que essas pessoas tenham uma vida melhor do que elas vivem hoje. Não apenas na questão dos preços dos alimentos, que é muito forte, mas a sensação de que o governo é um governo corrupto e ineficiente e que, na questão da segurança pública, o governo prefere privilegiar o criminoso e não o cidadão”, disse.
Nordeste
Marinho também avaliou o cenário eleitoral no Nordeste. Segundo ele, Lula deve manter a liderança na região, mas com uma vantagem menor em relação à eleição de 2022.
“Proporcionalmente, Lula está se saindo pior em relação a 2022. Claro que ele vence no Nordeste, mas com uma diferença menor. Vai ser bem menor”, afirmou.
A campanha de Flávio começou a ampliar sua presença na região. Na semana passada, o candidato esteve em Alagoas, onde participou de agendas políticas e encontros com apoiadores. Ceará, Pernambuco e Bahia também estão no planejamento da campanha.
Congresso
Durante o evento, Marinho criticou ainda a articulação entre Lula e os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para acelerar a votação de propostas de interesse do governo.
Para o senador, o calendário de votações não deveria ser influenciado pela disputa eleitoral.
“Essa votação não está levando em consideração o interesse público ou do país, está levando em consideração a necessidade de se manter um presidente no poder”, afirmou.
Entre as propostas que devem avançar está a PEC que prevê o fim da escala 6×1. Marinho defendeu que a discussão sobre a mudança na jornada de trabalho ocorra depois das eleições.