O presidente da França, Emmanuel Macron, condenou neste domingo (18) os episódios de violência registrados durante manifestações contra o aumento do custo de vida. Os protestos terminaram com saques, vandalismo, um morto e mais de 1.800 detidos, segundo o balanço divulgado pela imprensa.
Em pronunciamento televisionado, Macron classificou como “dissidentes” os responsáveis pelos ataques e descreveu as cenas como “chocantes”.
“Ao ver essas imagens, todos nós nos perguntamos: o que se passava na cabeça dessas pessoas? Como os franceses podem fazer isso com a França?”, disse Macron.
“Nada justifica isso, nada explica isso, nada desculpa isso. Esta noite, todos nós sentimos raiva e vergonha”, complementou.
Governo investiga preparação da polícia
Macron determinou uma investigação para apurar se houve falhas na coleta de informações ou no planejamento da atuação policial antes das manifestações. O presidente também afirmou que prefeitos poderão proibir determinadas reuniões quando considerarem necessário.
Para tentar conter a crise, Macron pretende reunir, ao longo da semana, estudantes, professores, parlamentares, representantes sindicais e empresários. A proposta é elaborar “propostas concretas” para enfrentar os problemas, mas o presidente não detalhou quais medidas poderão ser adotadas.
“Precisamos nos sentar à mesa e construir soluções juntos”, afirmou.
Os episódios ocorrem em meio ao aumento das pressões políticas, fiscais e sociais sobre Macron, que enfrenta os últimos seis meses de seu mandato.