O senador Flávio Bolsonaro (PL) prometeu linha dura contra o crime no debate da TV Globo desta sexta-feira (23). No governo dele, segundo o candidato, ladrão de celular terá pena mínima de oito anos de prisão, e estupradores serão submetidos à castração química.
“No meu governo vai ser mão pesada com esses marginais, diferente desse atual governo, que fala que o ladrão de celular não tem que ser preso porque é só para roubar uma cervejinha”, afirmou. Na sequência, o senador encarou Lula (PT) com três perguntas: “Lula, por que você defende ladrão de celular? Lula, por que você defende organizações narcoterroristas? Por que você não classifica eles como terroristas?”
O candidato do PL também prometeu castração química para estupradores e abusadores de crianças. “Você que é estuprador, você que é abusador de crianças, você vai sofrer castração química”, declarou. Segundo ele, a redução da maioridade penal vai chegar a 14 anos nos casos de estupro.
Flávio encerrou a fala com cobranças diretas a Lula. “Lula, por que você defende ladrão de celular? Lula, por que você defende organizações narcoterroristas? Por que você não classifica eles como terroristas?”
O senador abriu o bloco com críticas às saídas temporárias de presos. Ele lembrou o caso do sargento Dias, da PM de Minas Gerais, morto em serviço por um detento que não voltou à cadeia após a saidinha. Flávio também apontou a posição de Lula contra a redução da maioridade penal e contra a classificação de facções como terroristas. “Por que que você não coloca o interesse das vítimas na frente dos interesses dos bandidos?”, questionou.
Caso Ana Clara
Na resposta, Lula levou ao debate o caso de Ana Clara Gomes Machado, de 5 anos, morta por um tiro de fuzil em Niterói (RJ). O petista disse que a mãe da menina acompanhava a transmissão. “O que leva um senador a defender um policial que deu um tiro de fuzil numa menina de 5 anos?”, perguntou.
Flávio prestou solidariedade à família. “Foi uma tragédia o que aconteceu. Eu não consigo imaginar o que é perder uma filhinha de 5 anos de idade”, disse. O senador lembrou que tem duas filhas, de 14 e 12 anos.
Ele atribuiu a morte ao domínio do crime organizado na região. “Era uma troca de tiros numa comunidade conflagrada”, afirmou. Flávio disse que quer ajudar a mãe a descobrir o autor do disparo. “Porque eu tenho a confiança que não foi esse policial. Ele sequer foi julgado ainda.”
Para o senador, a tragédia é consequência da entrada de fuzis pelas fronteiras. “Acontece porque o presidente da República, ele não quer combater esses narcoterroristas, esses fuzis que estão aí nessa comunidade”, declarou.
Ana Clara morreu em fevereiro de 2021, na comunidade Monan Pequeno. O cabo da PM Bruno Dias Delaroli é acusado pelo disparo. Flávio integrou a defesa do policial a partir de 2024. O júri popular estava previsto para a última quarta-feira (21), mas foi remarcado para 5 de maio de 2027.