Home Nóticias CAE aprova renegociação de dívidas de estados e municípios

CAE aprova renegociação de dívidas de estados e municípios

by admin
0 comentário

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou nesta quarta-feira (4) uma proposta que flexibiliza as regras para a renegociação de dívidas de estados, do Distrito Federal e dos municípios nos últimos 120 dias de mandato dos chefes do Executivo. O texto autoriza governadores e prefeitos a contratar operações de crédito destinadas exclusivamente à substituição de débitos existentes por outros com condições financeiras mais favoráveis. A matéria segue para análise do plenário do Senado, com pedido de urgência.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

De autoria do senador Renan Filho (MDB-AL), o Projeto de Resolução do Senado (PRS) 50/2026 altera a Resolução 43/2001, que atualmente restringe a contratação de operações de crédito nos quatro meses finais de mandato. A mudança cria uma exceção para operações voltadas à reestruturação e à recomposição do principal das dívidas, sem permitir a entrada de recursos livres nos cofres públicos.

O parecer favorável foi apresentado pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM), relator da proposta. A medida busca permitir que estados e municípios aproveitem condições mais vantajosas oferecidas pelo mercado financeiro, mesmo quando estiverem próximos da transição de governo.

A flexibilização, contudo, estabelece limites para impedir que a renegociação represente aumento do endividamento ou transfira despesas para a administração seguinte. Os recursos contratados deverão ser utilizados integralmente para amortizar o principal das obrigações anteriores. O financiamento de juros, encargos e despesas correntes da dívida está proibido.

Também não será permitido que o novo contrato tenha valor superior ao débito substituído, considerando o valor presente das obrigações. A proposta impede ainda a concessão de períodos de carência ou a adoção de cronogramas de pagamento que deixem encargos para o próximo governo.

Braga defendeu que a restrição atual não deve impedir operações capazes de melhorar as condições financeiras dos entes federativos. “Não faria sentido impedir que o governante aproveitasse oportunidades de renegociação da dívida apenas porque seu mandato está próximo do fim”, argumentou.

O relator acrescentou que a postergação de uma renegociação pode resultar em custos maiores para os cofres públicos, diante das oscilações do mercado financeiro.

Transparência nas operações

O parecer de Braga também incorporou uma emenda para ampliar a transparência das renegociações. Antes de contratar a operação, os governos deverão publicar em seus sites oficiais a metodologia e os cálculos utilizados para comparar a dívida original com a nova obrigação.

A divulgação deverá incluir os cronogramas anuais de pagamento, as alterações nas condições financeiras, as garantias envolvidas e os riscos da operação.

Apesar da flexibilização, os governos continuarão submetidos aos critérios técnicos da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), além das exigências previstas na Constituição Federal e na Lei de Responsabilidade Fiscal.

Com a aprovação na CAE, o PRS 50/2026 será encaminhado ao plenário do Senado para votação.

Sua opinião sobre esta matéria importa.





Source link

You may also like

Design sem nome (84)

Sua fonte de notícias para brasileiros nos Estados Unidos.
Fique por dentro dos acontecimentos, onde quer que você esteja!

TV BRAZIL USA- All Right Reserved. Designed and Developed by STUDYO YO