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Luto perinatal: entenda a condição de Lexa após a perda da filha

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Lexa anunciou no Instagram, nessa segunda-feira (10/2), que sua filha, Sofia, morreu na quarta-feira (5/2). A menina, fruto do relacionamento com Ricardo Vianna, nasceu com 25 semanas em 2 de fevereiro, mas acabou falecendo três dias depois. Ela era a primogênita da cantora.

“O nosso milagre nasceu! Dia 5/2 minha filha amada nos deixou. Um luto e uma dor que eu nunca tinha visto igual. Vivi os dias mais difíceis da minha vida. Eu senti cada chutinho, eu conversei com a barriga, eu idealizei e sonhei tantas coisas lindas para a gente… foram 25 semanas e quatro dias de uma gestação muito desejada”, escreveu Lexa na legenda da publicação.

A cantora precisou ficar internada por mais de duas semanas para tratar um quadro de pré-eclâmpsia. Como consequência, Lexa teve que adiantar o parto para tentar salvar a vida de Sofia.

Ao Metrópoles, o psicólogo Rodrigo Bravim explica que a perda de um filho é uma das dores mais intensas que alguém pode enfrentar, por isso, cada pessoa processa essa experiência de maneira única. Para lidar com essa dor, é importante permitir-se sentir, sem reprimir os sentimentos e aceitando a tristeza e a raiva.

“Ter um ritual de despedida, como uma carta ou algo que seja significativo, pode ser uma forma de exprimir o que está passando. Gerir gatilhos emocionais e manter o vínculo com pessoas de confiança são indispensáveis para criar um espaço seguro onde possa se expressar. Se for necessário, vale buscar apoio profissional.”

Viviane Neri Santos, psicóloga clínica e especialista em análise do comportamento aplicada, afirma que não há um tempo determinado para o luto perinatal. Muitas mães podem apresentar comportamentos de esquiva experiencial, como evitar falar sobre o filho e se culpar excessivamente.

O caminho para lidar com essa dor envolve desenvolver comportamentos mais flexíveis e adaptativos. “A relação terapêutica pode atuar como um contexto seguro para essa transformação, onde a expressão genuína da dor é acolhida. Ao longo do tempo, a aceitação do luto pode permitir que a mãe ressignifique sua experiência”, diz a expert.

Sentimento de culpa e impotência
Muitas mães podem se sentir culpadas ou impotentes após uma perda gestacional. Para trabalhar essas emoções e evitar que afetem a saúde mental a longo prazo, o psicólogo Rodrigo Bravim aconselha buscar tarefas que sejam prazerosas, além de atividade física, sono de qualidade e ter um momento de autocuidado.

Viviane acrescenta: “O luto é um processo natural, não um sinal de fraqueza. Para diminuir tais impactos negativos na saúde mental, é essencial trabalhar essas emoções de maneira acolhedora. Isso inclui iniciar verbalizações mais flexíveis sobre a experiência e falar sobre a perda com pessoas de confiança ou profissionais que ajudam a elaborar os sentimentos.”

Rede de apoio
Dar suporte a uma mãe enlutada desempenha um papel fundamental na regulação emocional durante o luto. Porém, o modo como a ajuda é oferecida pode funcionar tanto para aliviar a dor quanto intensificar o sofrimento dessa mãe. Por isso, é importante que esse suporte seja oferecido à mãe de forma sensível.

“Estar presente e sem a necessidade de verbalizar pode ser mais significativo que qualquer conselho. É válido incentivar que essa mãe se expresse emocionalmente e, principalmente, é importante respeitar seu tempo. O processo do luto pode perdurar por anos. Não há um prazo determinado, pois cada indivíduo vivencia de forma individual”, finaliza Viviane.

Fonte: Metrópoles



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