Durante o programa ALive desta quinta-feira (09), o apresentador Claudio Dantas afirmou que o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a eleição para o mandato-tampão de governador do Rio de Janeiro (RJ) não é um assunto apenas do Estado, mas sim de interesse nacional.
Na sessão de ontem (08), apenas os relatores votaram: Luiz Fux defendeu a realização de eleição indireta, pela Alerj, com voto secreto. Já Cristiano Zanin votou por eleição direta, com participação popular.
Para Dantas, o Supremo pode abrir uma janela “que não poderá ser fechada” no futuro, já que a Corte pode causar a “supressão da cadeia sucessória” no RJ e decidir “quem ele quer colocar” no Poder.
O Supremo, criticou Dantas, coloca “um desembargador no cargo de governador e mantém esse desembargador a seu bel prazer, […] ele [o STF] atropela uma decisão que ainda não está transitada no TSE”.
“A gente aqui está diante de mais um abuso, mais um absurdo político-jurídico deste STF, da cúpula deste STF, que vai realmente esgarçar ainda mais o tecido institucional da República”, afirmou o apresentador do ALive.
Na visão do jornalista, “uma vez consolidada essa situação”, de mudança no rito de quem assume mandato-tampão no RJ, já que o certo seria por meio de votação na Alerj, mas ministros da Corte querem tomar outro rumo, um futuro presidente do Supremo pode se tornar presidente do Brasil.
“Nós vamos abrir a porta para que amanhã, 2027, o próximo presidente do STF [que será Alexandre de Moraes] resolva criar uma situação de impedimento para um presidente da República eleito […] um impedimento pro presidente, […] um impedimento pro vice-presidente, […] um impedimento pro presidente do Congresso Nacional, e ele assume como presidente da República”, finalizou Dantas.
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