Para o AGU, o papel de investigar o caso é de competência do Banco Central, da Polícia Federal e do Supremo Tribunal Federal (STF)
O advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, afirmou nesta quarta-feira (29/4) que o caso do Banco Master não é de competência do órgão que chefia, mas do Banco Central, da Polícia Federal (PF) e do Supremo Tribunal Federal (STF).
A fala foi dada em resposta ao senador Jaime Bagattoli (PL-RO), que falou sobre um contrato de R$ 130 milhões de uma assessoria vinculada ao banco fundado por Daniel Vorcaro.
“E essa assessoria era para assessorar esse banco? Não. Era para roubar os correntistas. Os correntistas desse banco perderam dinheiro”, alegou o senador.
Em réplica, o AGU afirmou: “Senador, a AGU não teve nenhuma participação no caso do Banco Master. Não é da nossa competência, não participamos. Este é um assunto que afeta o Banco Central e, agora, a Polícia Federal e o Supremo Tribunal Federal, e também a Procuradoria-Geral da República”.
Messias é sabatinado para ocupar uma vaga no STF. Precisa de 14 votos na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. No plenário, a aprovação depende de 41 votos dos 81 senadores.