Dez anos após o impeachment de Dilma Rousseff (PT), o presidente Lula (PT) apoia, nas eleições de 2026, pelo menos 11 políticos que votaram pela cassação da ex-presidente.
A lista reúne nomes que hoje fazem parte da articulação política de Lula nos Estados. Entre eles estão os senadores Renan Calheiros (MDB-AL), Eduardo Braga (MDB-AM), Omar Aziz (PSD-AM), Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) e Eliziane Gama (PT-MA).
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), também votou pelo impeachment em 2016 e atualmente apoia a reeleição de Lula. O mesmo ocorre com Simone Tebet (PSB-SP), que era do MDB quando votou pela saída de Dilma e posteriormente se tornou ministra do atual governo.
Pedro Paulo (PSD-RJ), que apoiou o impeachment na Câmara, também se aproximou do PT. O deputado participou do primeiro comício de Lula no Rio de Janeiro.
A reaproximação ocorre apesar de Lula e o PT manterem o discurso de que o processo que retirou Dilma do cargo foi um “golpe”.
O impeachment
Dilma foi afastada definitivamente da Presidência em 31 de agosto de 2016, após o Senado aprovar sua condenação por 61 votos a 20. O processo teve como base acusações relacionadas às chamadas “pedaladas fiscais”.
Dilma não perdeu os direitos políticos com o impeachment. Em 2018, tentou uma vaga no Senado por Minas Gerais, mas não foi eleita. Desde 2023, preside o Novo Banco de Desenvolvimento, o Banco do Brics, após indicação de Lula.