O candidato do Avante à Presidência, Augusto Cury, descartou nesta tarde (10) qualquer possibilidade de apoiar Lula (PT) em um eventual 2º turno. Ao tratar de Flávio Bolsonaro (PL), o escritor e psiquiatra condicionou seu apoio a esclarecimentos sobre a relação do senador com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
As declarações foram dadas durante encontro com empresários, investidores e operadores da Faria Lima, em São Paulo, promovido pelo banco Genial.
“Eu não apoiaria, em hipótese alguma, Lula. Nem 0,01%”, declarou Cury. “O Lula tem que se aposentar, o modelo do PT tem que aposentar. Com todo o respeito ao que fez em seu primeiro governo, quando estava o Meirelles e o Palocci, com todos os seus problemas”.
Já sobre Flávio, o candidato à Presidência afirmou que não permaneceria neutro caso o senador apresentasse explicações consideradas satisfatórias sobre sua relação com Vorcaro e o financiamento do filme “Dark Horse”. Cury também exigiu que o candidato se comprometa formalmente com seu programa de governo.
“Não ficaria neutro. Mas ele teria que provar que não é corrupto, teria que explicar o “Dark Horse”. Tem um longa-metragem meu sendo rodado agora com quase um décimo do valor do filme do pai dele, para se ter uma ideia. E ele teria que pegar o meu plano de governo, ir no cartório, fazer um registro e dizer que vai cumprir”, declarou.
“Ele vai ter que se explicar muito. Agora, se ele se explicar, acho que todo mundo apoia. Se explicar bem, claro [que o apoio]”, completou Cury. “Ele [Vorcaro] estava com tornozeleira eletrônica, e [Flávio] foi lá pedir uma parte do dinheiro que ainda devia. Essa promiscuidade com o Banco Master tem que ser resolvida, doa a quem doer”.
Após o evento, questionado por jornalistas, Cury disse que seus eleitores estariam “liberados” para votar em Flávio caso o senador cumpra as condições estabelecidas por ele em um eventual confronto com Lula.
O candidato também avaliou os possíveis cenários para o segundo turno. Segundo o escritor, seria “pesadelo” para Lula enfrentá-lo na etapa final da eleição, enquanto uma disputa contra Flávio seria “sonho” para o petista.