Home Nóticias Bets acionam STF contra proibição do governo presidente Lula

Bets acionam STF contra proibição do governo presidente Lula

by admin
0 comentário

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (28) para tentar suspender a medida provisória que proibiu a exploração de apostas de quota fixa e jogos online no Brasil.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

O pedido foi encaminhado ao ministro do STF Luiz Fux, relator de ações que discutem a legislação que regulamentou o setor. As entidades querem interromper os efeitos da MP 1.394/2026 até que o Congresso Nacional conclua a análise da medida ou que o próprio Supremo julgue o mérito das ações relacionadas ao mercado de apostas.

A MP foi assinada pelo presidente Lula (PT) na sexta-feira (25) e entrou em vigor na data da publicação. O texto proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa, tanto em meio físico quanto virtual, incluindo apostas esportivas e jogos online.

As associações argumentam que a mudança interrompe de forma abrupta um mercado que havia sido regulamentado pelo próprio governo federal em 2023. Segundo elas, empresas receberam autorizações para operar, pagaram outorgas e passaram a cumprir exigências de fiscalização, governança e controle.

A legislação de 2023 estabelecia outorga de até R$ 30 milhões por autorização, válida para até três marcas comerciais. O Ministério da Fazenda informa que foram concedidas 85 outorgas, com R$ 2,55 bilhões pagos pelas empresas.

Empresas questionam mudança abrupta

Na petição, ANJL e IBJR sustentam que a MP viola a segurança jurídica e a confiança das empresas que aderiram ao modelo regulatório criado pelo Estado.

As entidades também questionam a existência de urgência que justificasse a edição da medida provisória e afirmam que a decisão não foi acompanhada, segundo elas, de estudos suficientes sobre os efeitos econômicos da extinção do mercado formal.

Entre os pontos levantados estão possíveis impactos sobre a arrecadação de tributos, o financiamento de políticas públicas e os empregos vinculados ao setor.

Outro argumento apresentado é o risco de transferência dos apostadores para plataformas clandestinas. As entidades sustentam que a retirada das empresas autorizadas poderia dificultar o controle sobre as apostas e reduzir os mecanismos de fiscalização existentes no mercado regulado.

O pedido é para que a suspensão alcance a MP como um todo, preservando temporariamente as autorizações e as regras que permitiam o funcionamento das empresas.

MP determina fim das autorizações

A medida provisória estabelece que as concessões, permissões e autorizações concedidas com base na Lei 14.790/2023 sejam extintas ao final de 30 dias contados da publicação da MP. O texto também determina que as empresas não tenham direito à devolução das outorgas pagas nem a indenização pelos investimentos realizados.

Durante o período de transição, as plataformas ficam submetidas a regras específicas para encerramento das atividades. Dez dias após a publicação da MP, os operadores deverão indisponibilizar o acesso aos sites e aplicativos destinados às apostas, sob pena de bloqueio.

A norma também impede o ingresso de novos recursos nas contas de apostas, com exceções relacionadas ao resgate e à liquidação de ativos. Apostas ainda em aberto e sem resultado dentro do prazo previsto deverão ser consideradas sem efeito, com restituição integral dos valores apostados.

O texto ainda institui um comitê interinstitucional para fiscalizar a exploração e a publicidade ilegal de apostas de quota fixa.

Argumento sobre mercado clandestino

As associações afirmam que a proibição das plataformas autorizadas pode produzir efeito contrário ao pretendido pelo governo ao deslocar parte da atividade para operadores sem autorização.

Na avaliação apresentada ao STF, a existência de um mercado regulado permite mecanismos de identificação dos usuários, fiscalização das empresas, controle de pagamentos e adoção de medidas de prevenção ao jogo problemático.

A ANJL e o IBJR defendem, por isso, a manutenção temporária das regras atuais enquanto o Congresso analisa a MP e o Supremo avalia as ações relacionadas ao setor.

O argumento, contudo, é contestado pela justificativa apresentada pelo governo para a medida. O Executivo afirma que a proibição busca reduzir efeitos sociais e econômicos associados às apostas, como endividamento familiar e problemas de saúde relacionados ao jogo. O Congresso Nacional registra esses fundamentos na tramitação da MP.

Outras entidades também acionam o STF

Além de ANJL e IBJR, a Associação Nacional pela Segurança Jurídica dos Jogos e Apostas (Anseja) também apresentou medida contra a MP no Supremo.

A entidade questiona a constitucionalidade da norma e aponta, entre outros argumentos, a ausência de urgência para a edição da medida e os efeitos financeiros decorrentes da extinção das autorizações.

A controvérsia deverá ser analisada no contexto das ações que já tramitam no STF sobre o marco regulatório das apostas.

Congresso terá de analisar MP

A MP 1.394/2026 está em tramitação no Congresso Nacional. O prazo inicial para apresentação de emendas vai até 1º de outubro, enquanto o período de deliberação da medida está previsto entre 25 de setembro e 23 de novembro.

Até a análise definitiva pelo Legislativo ou eventual decisão judicial, a medida permanece em vigor, com as regras de transição previstas no próprio texto.





Source link

You may also like

Design sem nome (84)

Sua fonte de notícias para brasileiros nos Estados Unidos.
Fique por dentro dos acontecimentos, onde quer que você esteja!

TV BRAZIL USA- All Right Reserved. Designed and Developed by STUDYO YO