Home Nóticias Votação de Lula cai em cidades mais dependentes do Bolsa Família – Paulo Figueiredo

Votação de Lula cai em cidades mais dependentes do Bolsa Família – Paulo Figueiredo

by admin
0 comentário


Nos municípios mais fortemente influenciados pelo programa, a votação do petista recuou de 71,5% para 68,7% entre 2022 e 2026

O primeiro turno das eleições gerais de 4 de outubro de 2026 mostrou uma queda na votação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em cidades altamente dependentes do Bolsa Família, nas quais sua votação recuou de 71,5% para 68,7% em comparação a 2022. Em contrapartida, Flávio Bolsonaro (PL) aumentou a votação de 23,5% para 27,3%, em relação aos números obtidos por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em 2022.

O resultado do primeiro turno das eleições gerais, realizado no domingo 4, apontou uma queda na votação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato a um novo mandato, em algumas das cidades brasileiras mais dependentes do Bolsa Família, o maior programa social e de transferência de renda do governo petista. 

Nesses municípios que estão mais fortemente influenciados pelo Bolsa Família, a votação de Lula recuou de 71,5% para 68,7%, em comparação com a eleição de 2022, vencida pelo atual presidente. O levantamento é do UOL, a partir de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Por outro lado, a votação do senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL ao Palácio do Planalto, aumentou em relação àquela obtida por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no pleito de quatro anos atrás. Em 2022, Bolsonaro marcou 23,5% da preferência do eleitorado nessas cidades. Agora, Flávio obteve 27,3% dos votos. 

Para chegar a esses números, o levantamento cruzou dados como a quantidade de votos de todos os candidatos à Presidência nas últimas três eleições nacionais, a população de cada município e o número de beneficiários do Bolsa Família. 

Foram considerados altamente dependentes do programa as cidades com 50% ou mais beneficiários em relação ao total da população. As outras categorias são de média dependência (25% a 50% de beneficiários) e baixa dependência (menos de 25%). 

Nas eleições deste ano, as cidades classificadas como altamente dependentes do Bolsa Família representaram 14,4% dos votos válidos no país. Por outro lado, os municípios com pouca dependência do programa correspondem a 59,1%.

No primeiro turno do pleito, Flávio Bolsonaro terminou à frente de Lula, com 47,03% dos votos válidos (56,1 milhões) em todo o país. O petista, por sua vez, obteve 45,16% (53,8 milhões). O segundo turno da disputa presidencial acontece no dia 25 de outubro.  

Reajuste no Bolsa Família às vésperas da eleição

A diminuição da votação de Lula entre as cidades mais dependentes do Bolsa Família foi registrada semanas depois de o presidente ter anunciado um reajuste de 15% nos benefícios do programa, em 17 de setembro. A medida foi duramente criticada pela oposição, por seu caráter eleitoral, e por economistas e amplos setores do mercado, pelo impacto sobre as contas públicas. 

Na ocasião, a apenas 17 dias do primeiro turno, o governo Lula aumentou o piso do Bolsa Família de R$ 600 para R$ 691. Já o benefício médio, segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento, passou de R$ 675 para R$ 777.

O piso de R$ 600 do Bolsa Família foi estabelecido durante o governo de Jair Bolsonaro. Na época, houve uma transição do Auxílio Emergência, criado na pandemia de covid-19, para o Auxílio Brasil – que mais tarde voltaria a se chamar Bolsa Família, já sob Lula.

De acordo com estimativas do Ministério do Planejamento, o impacto é de R$ 5,8 bilhões em 2026 e de R$ 22 bilhões em 2027. Segundo o governo, o reajuste corresponde a uma recomposição da inflação do início do governo Lula de 2023 até agosto de 2026.

Em agosto, o governo federal encaminhou ao Congresso Nacional a proposta orçamentária para 2027 sem incluir nenhum reajuste nos valores do Bolsa Família.

Para ter acesso ao benefício do programa, a pessoa deve ter renda mensal de até R$ 218 e o Cadastro Único para todos os membros da família precisa estar atualizado. Também é necessário cumprir requisitos de saúde e educação. Em agosto de 2026, o governo Lula pagou o benefício para cerca de 19,3 milhões de famílias no Brasil.

Além do piso de R$ 600, o Bolsa Família oferece benefícios adicionais, como os valores de R$ 150 por criança de até 6 anos, R$ 50 por gestante, R$ 50 por jovem entre 7 e 18 anos incompletos e R$ 50 por bebê de até 6 meses.

Crédito Revista Oeste



Source link

You may also like

Design sem nome (84)

Sua fonte de notícias para brasileiros nos Estados Unidos.
Fique por dentro dos acontecimentos, onde quer que você esteja!

TV BRAZIL USA- All Right Reserved. Designed and Developed by STUDYO YO