Os EUA realizam nesta terça-feira (03) as eleições de meio de mandato, mais conhecidas como “midterms”. Mais de 50 milhões de americanos já votaram antecipadamente. A disputa renova as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, 35 das 100 vagas do Senado e os governos de 36 Estados.
O Partido Democrata chega como favorito para conquistar a Câmara, segundo as projeções mais recentes. No Senado, a disputa permanece aberta, com leve vantagem democrata apontada por institutos de pesquisa.
O resultado definirá o controle do Congresso pelos próximos 2 anos e poderá alterar a capacidade do presidente Donald Trump de aprovar projetos. As eleições de meio de mandato também são tradicionalmente interpretadas como um termômetro da aprovação do governo.
Atualmente, os republicanos têm 218 cadeiras na Câmara, contra 214 dos democratas. Há um deputado independente e duas vagas abertas. No Senado, o partido de Trump ocupa 53 dos 100 assentos.
A maioria republicana nas duas Casas foi conquistada em 2024 e permitiu ao presidente avançar com pautas do governo. A margem estreita, porém, não impediu que parlamentares do próprio partido contrariassem Trump em votações.
Cada Estado organiza a votação e contabiliza seus próprios votos. Os Estados Unidos não têm um órgão eleitoral nacional equivalente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A apuração costuma começar após o fechamento das urnas, em horários diferentes conforme a região. Na Flórida, a votação termina às 19h; em Nova York, às 21h. No Tennessee, o horário varia de acordo com o condado.
Os primeiros resultados devem sair na noite desta terça-feira (3), mas a definição do controle das duas Casas pode levar dias. A contagem dos votos enviados pelo correio costuma atrasar a conclusão. Em 2022, a disputa pela Câmara só foi definida mais de uma semana após a eleição.
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