A ONG Prisioners Defenders, que lança periodicamente relatórios sobre violações de direitos humanos em Cuba, divulgou nesta quinta-feira (17) um novo levantamento onde afirma que o número de presos políticos na ilha chegou a 1.113.
Segundo a Prisioners Defenders, a perseguição e o assédio do regime cubano contra ativistas, jornalistas e familiares de presos políticos tornou-se agora uma prática comum na ilha. Os familiares dos presos políticos que se manifestaram contra o regime de Havana são os novos alvos das de constantes prisões arbitrárias, perseguições, cercos domiciliares, intimações policiais, multas e ameaças.
Este mês de setembro, a ONG identificou a prisão de quatro familiares de jovens cubanos que estão na prisão por terem se manifestado pacificamente nas provinciais de Havana, Santiago de Cuba e Camagüey.
O novo número de presos políticos, 1.113, representa um aumento impressionante em relação a agosto, onde se registrou apenas duas prisões.
A ONG destacou que o regime cubano está utilizando o “terror da prisão” para silenciar tanto aqueles que se manifestam contra a ditadura de Miguel Díaz-Canel quanto seus familiares.
“A situação é extremamente grave, e os direitos humanos continuam a ser violados de forma sistemática na ilha”, afirma o relatório.
Fonte: Gazeta do Povo