De acordo com familiares, Adriana relatou dores intensas após ser liberada pela clínica. O atestado de óbito apontou como causas da morte “choque séptico” e “infecção no trato urinário”. A prima da vítima, a empresária Rita de Cássia Barros, afirmou à TV Globo que Adriana era saudável, praticava exercícios físicos e nunca apresentou problemas graves de saúde. “Como uma pessoa em plena saúde, após um procedimento, em poucas horas, acaba morrendo? Estamos sofrendo muito”, disse.
PMMA
O procedimento estético promovido pela clínica envolve o uso de PMMA, descrito em canais oficiais como um “preenchedor definitivo”. Segundo informações disponibilizadas pela família de Adriana, os valores cobrados variavam de R$ 10.900 a R$ 50.400, dependendo da quantidade de material aplicado. A SBCP, no entanto, aponta riscos graves associados ao PMMA, incluindo inflamações crônicas, embolias, deformidades irreversíveis e mortes.
A entidade publicou, em 2024, uma nota solicitando o banimento do material. Segundo a SBCP, “o PMMA é um material não reabsorvível e permanente, que apresenta complicações frequentemente observadas anos após sua aplicação”.
Posicionamento do médico
Por meio de nota enviada ao g1, Marcelo Vasconcelos não confirmou se o material utilizado no procedimento foi o PMMA e afirmou que detalhes sobre o caso não podem ser divulgados devido ao sigilo profissional. A defesa do médico declarou ainda que não houve relação entre o procedimento e a morte da paciente, classificando o ocorrido como uma fatalidade. “A paciente não tinha qualquer comorbidade ou contraindicação para o procedimento realizado, sendo todas as etapas cuidadosamente planejadas e executadas”, afirmou.
Fonte: Extra