O Ministério das Relações Exteriores, Mauro Vieira, se reuniu na sexta-feira, 24, com o ditador de Cuba, Miguel Díaz-Canel, em Havana.
Em publicação nas redes sociais, o líder cubano afirmou que, na reunião, “abordamos possibilidades para fortalecer as relações bilaterais e avançar em projetos de cooperação”.
“Fomos convidados por Lula para a importante Cúpula Brasil-Caribe”, acrescentou.
Me reuní con Mauro Vieira, canciller de #Brasil, con quien trasladé afectuoso saludo al Presidente @LulaOficial. Abordamos posibilidades de fortalecer las relaciones bilaterales y avanzar en proyectos de cooperación.
Fuimos invitados por Lula a importante Cumbre Brasil-Caribe. pic.twitter.com/UNcfupP4zb
— Miguel Díaz-Canel Bermúdez (@DiazCanelB) January 24, 2025
Desde o início do governo Lula, o Brasil tem fortalecido os laços com a ditadura cubana e se posicionou contra o embargo econômico e outras sanções impostas à ilha, por exemplo.
Na semana passada, o Itamaraty elogiou a decisão do então presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, de retirar Cuba da lista de países patrocinadores do terrorismo, declarando “grande satisfação” com a medida.
Cuba foi incluída nessa lista em 1982 e permaneceu até 2015, quando o então presidente Barack Obama a removeu. No final de seu mandato, Donald Trump reincorporou o país à lista, decisão mantida até o governo Biden revertê-la.
Em setembro de 2023, Lula defendeu o fim do embargo a Cuba durante a abertura da 78ª Assembleia Geral da ONU.
“É injustificado manter Cuba em uma lista unilateral de Estados que supostamente promovem o terrorismo e impor medidas coercitivas que penalizam as populações mais vulneráveis”, afirmou o petista.
No ano seguinte, o chanceler Mauro Vieira reforçou a posição brasileira na ONU, condenando as sanções impostas à ilha.
“As severas sanções e o embargo a Cuba exacerbam ainda mais a situação no país”, disse
Trump vai manter o acordo com Cuba?
Durante seu primeiro mandato, Donald Trump reintegrou Cuba à lista de estados patrocinadores do terrorismo.
À Fox News, o escolhido do presidente eleito para o cargo de conselheiro de Segurança Nacional, Mike Waltz, afirmou que “qualquer coisa que eles [o governo Biden] estejam fazendo agora, podemos refazer, e ninguém deve ter ilusões em termos de uma mudança na política de Cuba”.
Fonte: O Antagonista