VARSÓVIA – O primeiro-ministro Donald Tusk acusou na sexta-feira o governo anterior da Polônia de gastar ilegalmente 100 bilhões de zlotys poloneses (US$ 25 bilhões) ao anunciar um esforço do governo para tentar recuperar o dinheiro.
Tusk disse que seis meses de investigações e auditorias revelaram abuso financeiro generalizado, com 62 membros da antiga “elite governante” sendo acusados até agora.
Tusk é um centrista que lidera uma ampla coalizão que venceu uma eleição nacional no ano passado com promessas de restaurar padrões democráticos. O governo assumiu o poder em dezembro após oito anos de governo do partido conservador nacional Lei e Justiça.
O Law and Justice foi acusado pela UE de corroer os padrões democráticos. A mídia polonesa também relatou durante seus anos no poder sobre supostos casos de nepotismo e corrupção, por exemplo, fundos estatais indo para partidários e fundações.
Tusk falou em uma entrevista coletiva em Varsóvia, onde os chefes dos ministérios do Interior, da Justiça e das Finanças assinaram um acordo para coordenar o trabalho de tentar proteger e recuperar a propriedade estatal desaparecida.
Tusk disse que foi a “primeira vez na história da Polônia” que ex-funcionários do governo “foram responsabilizados de forma tão rápida e eficaz”.
O antecessor de Tusk, Mateusz Morawiecki, acusou Tusk de espalhar “mentiras” com o objetivo de prejudicar o Lei e Justiça, o maior partido de oposição do país.
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