Casa Nóticias Penitenciárias do Rio têm bloqueadores de celulares com tecnologia defasada em 10 anos, diz secretária

Penitenciárias do Rio têm bloqueadores de celulares com tecnologia defasada em 10 anos, diz secretária

por admin
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Segundo a secretária de estado de Administração Penitenciária, Maria Rosa Nebel, os bloqueadores de celulares das penitenciárias estão com tecnologia defasada em 10 anos. Atualmente, o sistema usado pelo estado reconhece apenas o sinal 3G. A informação foi compartilhada durante coletiva de imprensa sobre a operação de combate à facção Povo de Israel, que usa os aparelhos para aplicar golpes de dentro das cadeias. Segundo investigação da polícia, esse grupo já lucrou cerca de R$ 67 milhões com estelionatos.

— O bloqueador que tem lá (nos presídios) é 3G. Ele está defasado, não consegue fazer o bloqueio total. Deve ter uns 10 anos que não conseguimos uma tecnologia para além do 3G — disse a secretária.

Nebel afirmou também que, daqui a 15 dias, haverá a publicação de um edital para licitação de um pregão eletrônico para compra dos novos bloqueadores.

— Nós temos um processo em aberto para ver qual tecnologia é mais eficaz para bloquear somente os sinais de dentro das unidades prisionais, sem interferir no entorno. Estamos na nossa última etapa, pesquisando preços. Acreditamos que os primeiros vão começar a ser instalados entre janeiro e fevereiro do próximo ano.

A secretária também pontuou que, desde 2022, cerca de 7 mil celulares foram apreendidos em 13 unidades penitenciárias.

— Eu não vou dizer que o celular entra exclusivamente pelo policial penal, até porque já tivemos apreensão, em 2023, por meio de uma empresa de alimentação, e também muitos são arremessados, porque, como sabem, o Complexo de Gericinó tem uma proximidade arraigada com a vizinhança.

Ao começar a coletiva, Nebel destacou que a facção Povo de Israel não tem características religiosas nem está associada ao Complexo de Israel, chefiado por Álvaro Malaquias Santa Rosa, do Terceiro Comando Puro (TCP). A princípio, esse grupo é composto por presos que não estão associados a facções criminosas do tráfico de drogas.

De acordo com um relatório feito pela secretaria estadual de Administração Penitenciária, esse grupo já conta com uma legião de 18 mil detentos, 42% do total de presos no Estado do Rio. Especializados em aplicar o golpe do falso sequestro, eles já superam, em número de integrantes nas cadeias, o Comando Vermelho e o TCP.

Na manhã desta terça-feira, agentes da Delegacia Antissequestro (DAS) e da Subsecretaria de Inteligência e da Corregedoria da Secretaria estadual de Administração Penitenciária (Seap) deflagraram a primeira fase da Operação 13 Aldeias, resultado de uma investigação que começou há dez meses. A apuração identificou um esquema de lavagem de dinheiro por meio de laranjas e empresas fantasmas que vêm abastecendo a quadrilha.

As equipes visam a cumprir 44 mandados de busca e apreensão, bloqueio de contas correntes e respectivos ativos financeiros de 84 investigados, bem como o afastar da função pública cinco policiais penais. A diligências são realizadas em Copacabana e Irajá, na capital, e nos municípios de São Gonçalo, Maricá, Rio das Ostras, Búzios e São João da Barra, bem como no estado do Espírito Santo. A Polícia Penal também efetua ações nos presídios onde estão as lideranças desta facção.

Fonte: O Globo



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