O ministro também questiona os argumentos dos Estados Unidos para instaurarem uma investigação comercial contra o Brasil, conhecida como Seção 301, que poderá recomendar novas sanções ainda em junho
Autoridades brasileiras acompanham com atenção os desdobramentos da decisão dos Estados Unidos de classificarem o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas internacionais. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta segunda-feira, 1º, que iniciará conversas com representantes norte-americanos ao longo da semana para discutir os impactos da medida.
Discussão sobre a classificação e seus impactos
Durigan reconheceu que o impacto das facções criminosas no Brasil se traduz em “terror social” e prejuízos a serviços públicos, mas declarou que as organizações não atacam os Estados Unidos nem ameaçam sua soberania, requisitos fundamentais para a classificação como grupo terrorista na legislação norte-americana. “[É] uma forçação de barra”, afirmou o ministro à emissora. Apesar de o próprio Departamento de Estado norte-americano reconhecer a atuação do PCC e CV em 12 Estados dos Estados Unidos.
O ministro também questionou os argumentos dos Estados Unidos para instaurarem uma investigação comercial contra o Brasil, conhecida como Seção 301, que poderá recomendar novas sanções ainda em junho. “Ela [investigação] tem um caráter político muito mais do que técnico”, avaliou. “A gente tem esclarecido e participamos das conferências e das audiências com os técnicos norte-americanos, e eles próprios reconhecem que isso já foi esclarecido outras vezes.”