O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou, nesta quinta-feira (30), a atuação da Polícia Federal após a corporação acionar a Advocacia-Geral da União (AGU) em razão de medidas adotadas pelo ministro do STF André Mendonça na investigação envolvendo o Lulinha.
Durante transmissão no YouTube, Flávio classificou a iniciativa como “palhaçada”. A declaração ocorreu após Mendonça autorizar a instauração de um inquérito para investigar Lulinha por suspeitas de tráfico de influência e corrupção em articulações com o chamado Careca do INSS.
“Eu nunca tinha visto na minha vida isso. […] É sério, Polícia Federal? É sério, seu Andrei [Rodrigues, diretor da PF]? É sério que vocês estão agora dizendo que o ministro do Supremo interfere em investigação da PF?”, afirmou.
Na sequência, o senador comparou o episódio com as investigações que atingiram o ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Vocês esqueceram como é que foi a investigação em cima do presidente Bolsonaro? Esqueceram? Onde o juiz era o relator, era a suposta vítima, era o julgador, escolhia quem eram os policiais federais que iam trabalhar. Se o relatório para acusar o Bolsonaro ficava ruim, mandavam voltar para fazer um novo. Lembra? ‘Será que eu vou ter que ensinar como é que faz um relatório pra vocês? Faz o troço direito aí que eu preciso condenar esse cara’”, disse.
Flávio também mencionou a troca do delegado responsável pela apuração envolvendo Lulinha e voltou a criticar a atuação da Polícia Federal.
“Eu nunca vi isso na vida. Agora a PF acionou a AGU para questionar o ministro André Mendonça, acusando ele de interferência na Polícia Federal. Esses mesmos que constrangeram o outro delegado no caso Lulinha, que saiu do inquérito alegando problemas pessoais, quando eles sabem, no fundo, que não deve ter sido isso. Trocaram o delegado do Lulinha na cara dura, na frente de todo mundo, e agora vêm com essa palhaçada para cima de um ministro do Supremo. Nunca tinha visto um ministro do Supremo passar por isso aqui“, declarou.
Na quinta-feira (30), André Mendonça autorizou a abertura de inquérito para apurar se Lulinha exerceu influência junto ao Ministério da Saúde e ao gabinete da Presidência da República para favorecer a comercialização de produtos à base de canabidiol em programas do governo federal.