O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) anunciou nesta segunda-feira (3) que não disputará o governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. A decisão foi confirmada pelo próprio parlamentar e pelo presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, após semanas de indefinição sobre sua candidatura.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Cleitinho apareceu emocionado e afirmou que o momento vivido pela família, após a morte do irmão Matheus Azevedo, em julho, o impede de entrar na disputa eleitoral.
“Queria pedir perdão, porque o momento não está fácil para mim e para minha família. Não adianta entrar numa campanha do jeito que eu estou. Não adianta eu querer cuidar de vocês se eu não estou cuidando de mim e da minha família. Tenho que ser honesto com vocês e falar a verdade. Eu não estou bem”, declarou.
O senador liderava as pesquisas de intenção de voto para o governo de Minas. No levantamento mais recente da Quaest, divulgado em 28 de julho, aparecia na primeira colocação em todos os cenários de primeiro e segundo turno.
Segundo Marcos Pereira, o Republicanos trabalhou para viabilizar a candidatura e manteve negociações com possíveis aliados, mas a decisão final partiu do próprio senador.
“Debatemos exaustivamente esse tema e ligamos para os possíveis partidos aliados — PL, União, PP — e Cleitinho tomou uma decisão espontaneamente diante do momento difícil que está vivenciando”, afirmou.
O presidente da legenda acrescentou que o partido deu ao senador todas as condições para disputar a eleição, mas respeitou sua decisão diante do período de luto.
“Demos toda a oportunidade para que ele pudesse ser candidato, mas ele tem uma decisão pessoal que ele precisa dizer, por causa desse momento que ele está passando.”
O presidente do Republicanos em Minas Gerais, deputado federal Euclydes Pettersen, afirmou que respeita a escolha de Cleitinho e atribuiu a decisão ao momento pessoal enfrentado pelo parlamentar.
“A vontade de Deus é a que prevalece. Às vezes, a vontade que a gente quer não é a que Ele decide para todos nós. Eu, como presidente estadual do Republicanos e entusiasta da candidatura dele, vou respeitar sua decisão.”
Mudança de posição
A desistência encerra um período de impasse envolvendo a candidatura de Cleitinho. No fim de julho, o senador não compareceu à convenção estadual do Republicanos que definiu os candidatos da legenda para as eleições.
Após a ausência, o partido informou que o episódio produziu “consequências inevitáveis” para o projeto eleitoral. Dias depois, porém, Cleitinho afirmou que ainda pretendia disputar o governo e iniciou conversas com a direção nacional para reverter a situação.
Com a decisão anunciada nesta segunda-feira, o senador permanecerá no mandato no Senado, que vai até 2030.