Em entrevista ao programa ALive desta sexta-feira (07), o ex-chanceler Ernesto Araújo afirmou que o Brasil está inserido em um “processo mundial” e que a eleição presidencial deste ano não representa apenas uma disputa entre partidos, mas, segundo ele, uma disputa “entre correntes de poder diferentes”: o “mundo livre” e o “bloco totalitário” comunista.
Segundo o ex-ministro, o cenário eleitoral envolve um “sistema de poder” esquerdista contra “um movimento que os brasileiros querem colocar na Presidência”. “Essa disputa, ela tem um caráter mundial”, afirmou.
“Hoje, praticamente nenhuma eleição no mundo, nenhum processo político, ele se dá num plano isolado, ele se dá diante do mundo e faz parte de uma disputa mundial. O Brasil traz suas dimensões mais ainda”, declarou Ernesto. “Então, nós temos, na eleição brasileira, cada vez mais claramente que é uma disputa entre o mundo livre e o bloco totalitário”, completou o ex-ministro.
Ainda de acordo com Ernesto, Lula “tentou disfarçar, durante algum tempo, que ele não fazia parte do bloco totalitário”, mas nunca convenceu ninguém: “Utimamente, ele resolveu parar de fingir, e agora, com as últimas ações dos EUA, o Lula, então, falou: ‘Vou tirar a máscara aqui e vou assumir que eu sou parte desse esquema com Rússia, com China’”.
O ex-chanceler afirmou também que, desde que Lula assumiu em 2002 pela 1ª vez, ele e o PT buscaram não apenas um projeto de poder no país, mas também “mudar a inserção internacional do Brasil”: “Eles sabiam que, enquanto o Brasil tivesse uma relação muito intensa com os Estados Unidos, os Estados Unidos sempre usariam, de uma maneira ou de outra, a sua influência a favor de um processo democrático no Brasil”.
“Então, já no começo, eles [do governo Lula] começam trabalhando para afastar o Brasil político e economicamente, comercialmente, dos Estados Unidos e aproximar cada vez mais o Brasil da China e da Rússia, que já estavam, então, formando também um bloco”, continuou Ernesto.
Ainda de acordo com Araújo, Lula construiu, com ajuda de Rússia e China ao longo dos anos, uma estrutura de poder ligada aos interesses das nações comunistas. Segundo o ex-chanceler, o projeto de poder do PT “vê os Estados Unidos como uma imensa ameaça, como um inimigo, e vê a Rússia, da KGB, e a China, do Partido Comunista Chinês, como seus grandes aliados”.
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