Mais da metade dos eleitores brasileiros considera que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tomam decisões mais por interesses próprios do que com base na lei. É o que aponta pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (9).
Segundo o levantamento, 51,6% concordam com a afirmação de que os ministros do STF decidem mais por interesse próprio do que pela lei. Outros 23,9% não concordam nem discordam, enquanto 10,9% discordam. A parcela que não soube ou não respondeu corresponde a 13,6%.
A pesquisa também mediu a percepção dos entrevistados sobre a relação entre a atuação da Corte e o cenário político. Para 41,9%, o mundo político e o STF são igualmente corruptos. Outros 27,1% não concordam nem discordam dessa afirmação, enquanto 17,7% discordam. Não souberam ou não responderam 13,3%.
Os entrevistados também foram questionados sobre a afirmação de que uma investigação que chega ao conhecimento público teria como objetivo prejudicar politicamente alguém. Nesse caso, 23% concordaram, 24,7% discordaram e 37,8% não concordaram nem discordaram. Outros 14,5% não souberam responder.
Confiança no STF
O levantamento aponta ainda um nível reduzido de confiança na Suprema Corte. 21,3% afirmaram não ter nenhuma confiança no STF, enquanto 28,4% disseram ter pouca confiança. Somados, os dois grupos representam 49,7% dos entrevistados.
Por outro lado, 31,2% declararam ter alguma confiança na instituição e apenas 7,3% afirmaram ter muita confiança.
A pesquisa também avaliou a confiança em outras instituições. Congresso Nacional e imprensa aparecem entre as que concentram os maiores percentuais de respostas negativas. A Polícia Federal e o Ministério Público, por outro lado, registraram os maiores índices de “muita confiança”, com 16% e 13,9%, respectivamente.
Relação entre Moraes e Vorcaro
O levantamento também abordou a repercussão dos contatos entre o ministro do STF Alexandre de Moraes e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.
76,3% dos entrevistados disseram ter ouvido falar sobre a relação entre os dois. Para 40,5%, o caso representa um problema tanto para o STF quanto para um ministro individualmente. Outros 30% consideram que a questão é um problema da Corte como instituição, enquanto 18,2% atribuem o problema especificamente a um ministro.
A pesquisa Meio/Ideia ouviu 1.500 eleitores entre 4 e 7 de setembro de 2026, por meio de entrevistas telefônicas. O levantamento tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-07935/2026-BRASIL.