Membros da CPI do Crime Organizado foram trocados antes do início da votação do relatório final, elaborado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE). A leitura do documento começou há pouco e a votação ainda não tem hora para começar.
O relatório de Vieira apresenta um “diagnóstico” do funcionamento do crime organizado no Brasil e propõe medidas para conter o avanço da criminalidade. O texto também pede o indiciamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, por crime de responsabilidade.
As mudanças de última hora atingiram senadores da oposição, que foram substituídos por nomes alinhados ao governo Lula (PT). Logo após o início da sessão, parlamentares da direita apontaram a troca como uma manobra para derrubar o parecer de Vieira.
“O que me deixa indignado é que, a partir do momento que o relatório foi disponibilizado, nós começamos a ver tuítes de ministros do Supremo, manifestações públicas, e o pior de tudo, e isso a gente não pode controlar. Mas o que a gente pode controlar é a mudança de membros desta comissão na hora da decisão. Isso é muito ruim”, afirmou o senador Eduardo Girão (Novo-CE).
As substituições ocorreram no bloco formado por MDB, PSDB, Podemos e União Brasil.
As trocas foram:
- Entra Soraya Thronicke (PSB-MS), sai Jorge Kajuru (PSB-GO), que ficou na suplência;
- Entra Beto Faro (PT-PA), sai Sergio Moro (PL-PR), que deixa de compor a comissão;
- Entra Teresa Leitão (PT-PE), sai Marcos do Val (Avante-ES), que deixa de compor a CPI.
- Moro era do União Brasil e do Val era do Podemos; ambos trocaram de partido recentemente e potencialmente votariam a favor da aprovação do relatório.