WASHINGTON (AP) — O governo Biden está se preparando na quarta-feira para acusar a Rússia de campanhas de desinformação visando a eleição presidencial, de acordo com três pessoas familiarizadas com o assunto.
Agências de inteligência já acusaram a Rússia de usar desinformação para tentar interferir na eleição. Mas o anúncio esperado do Procurador-Geral Merrick Garland deve mostrar a profundidade das preocupações dos EUA e sinalizar ações legais contra os suspeitos de estarem envolvidos.
As pessoas que discutiram o anúncio falaram sob condição de anonimato com a The Associated Press porque o assunto não era público. Uma das pessoas disse que o anúncio envolverá, em parte, uma acusação do uso da mídia estatal russa para espalhar desinformação e propaganda.
Garland e outros líderes responsáveis pela aplicação da lei devem falar brevemente na abertura de uma reunião da força-tarefa de ameaças eleitorais do Departamento de Justiça.
Em um discurso no mês passado, a vice-procuradora-geral Lisa Monaco disse que a Rússia era a principal ameaça à eleição.
O presidente russo Vladimir Putin e “seus representantes estão usando técnicas cada vez mais sofisticadas em suas operações de interferência. Eles estão mirando em demografias eleitorais específicas e eleitores de estados indecisos em um esforço para manipular os resultados das eleições presidenciais e do Congresso”, disse ela. “Eles pretendem cooptar americanos desavisados nas mídias sociais para empurrar narrativas que promovam os interesses russos.”
Um porta-voz do Departamento de Justiça não quis comentar.
A CNN foi a primeira a relatar o anúncio esperado.
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