Victor Gabriel Alves, que confessou o crime, exercia a função conhecida como “mula”, responsável pela logística da droga. Segundo seu relato, ele recebeu R$ 15 mil para transportar 800 tijolos de cocaína escondidos em uma carga de polenta. Alves já se encontra em liberdade.
Os agentes deram ordem de parada ao motorista do caminhão, que ignorou os sinais e fugiu. Em depoimento à polícia, o motorista disse que foi contratado por um homem de Londrina, identificado como “Barata”, para levar a droga até Diadema, na Região Metropolitana de São Paulo.
Alves disse que começou a trabalhar como caminhoneiro aos 18 anos, realizando fretes de mercadorias lícitas. Com a ajuda da mãe, adquiriu uma van financiada, com a qual passou a trabalhar transportando produtos de e-commerce. Em 2021, “devido a dificuldades financeiras”, precisou vender a van, mas conseguiu comprar um caminhão financiado. Ele afirmou que, devido a dificuldades financeiras, passou a transportar drogas.
Soltura
A prisão em flagrante foi aceita pela Justiça, mediante a confissão e as provas. A juíza Alessandra Mendes Spalding, entretanto, não converteu para preventiva, e Alves foi solto menos de 24 horas depois da apreensão da carga.
A magistrada reconhece na decisão que o crime de tráfico de drogas é “grave” e ressalta a grande quantidade apreendida. Mas afirma que Victor é réu primário, conta com residência fixa, é casado, pai de dois filhos e demonstra “laços sólidos com a comunidade”.
A juíza diz que não há indícios de que Alves faça parte de uma organização criminosa ou se dedica ao crime “com habitualidade”. Ela usou o “princípio da proporcionalidade” para negar a prisão preventiva.
“As circunstâncias do flagrante indicam que o acusado foi colaborativo com as investigações, confessando que foi contratado para transporte da carga ilícita e dando detalhes de como tudo ocorreu, o que contribui para afastar o risco de que sua liberdade possa representar uma ameaça às investigações ou ordem pública”, escreveu.
A defesa de Victor não foi localizada. O espaço permanece em aberto.