No período de oito anos, foram realizadas 44 assembleias e apresentadas 18 versões do plano da RJ.
O administrador judicial nomeado relatou à Justiça o esvaziamento patrimonial da empresa, ante o aumento das despesas e a ausência de operação. Os prazos estipulados no plano também foram desrespeitados.
O juiz Luiz Alberto Alves também determinou que o administrador judicial, Licks Associados, apure se fatos criminosos apontados pela empresa provocaram a crise que resultou em seu estado falimentar e aponte eventual responsabilidade civil e penal dos envolvidos.
A Sete Brasil alega que a atuação da Petrobras e as alegações de corrupção na estatal estão umbilicalmente ligadas à sua crise econômico-financeira. A empresa foi diretamente afetada pela Lava Jato. A força-tarefa, à época da operação, apurou que a Sete Brasil funcionou como uma filial do petrolão, o esquema de corrupção que desviou bilhões da Petrobras.
O magistrado autorizou a contratação de outro escritório para auxiliar na apuração dos supostos crimes que teriam culminado na falência da empresa.
Alves ainda determinou o bloqueio de todas as contas bancárias da Sete Brasil para facilitar o trabalho do administrador judicial. A empresa deve apresentar a relação dos credores e seus créditos para que haja a verificação deles após ser publicado o edital.
(Atualização,às 20h19. A assessoria da Sete Brasil enviou a seguinte nota: “A Sete Brasil informa que recebeu com surpresa a decisão do juízo de decretação da sua falência antes de prazo fixado pelos credores na Assembleia Geral de Credores e está recorrendo da decisão. A companhia confia na possibilidade da Recuperação Judicial, conforme medidas já tratadas no processo e alinhadas com os credores”)
Fonte: O Globo