O escritor e jornalista Rodrigo Constantino, conhecido por suas posições conservadoras e críticas ao atual governo brasileiro, sugeriu que o ex-presidente Jair Bolsonaro busque asilo político na embaixada dos Estados Unidos em Brasília. A declaração, feita em um contexto de crescente tensão política no Brasil, reflete a visão de Constantino de que o país vive sob um regime autoritário, no qual figuras como Bolsonaro seriam alvo de perseguição. A ideia foi ventilada em meio a especulações sobre os próximos passos do ex-presidente, que enfrenta investigações e desafios judiciais desde que deixou o Palácio do Planalto.
Constantino, que já havia abordado essa possibilidade anteriormente, argumenta que a solicitação de asilo poderia criar um “dilema diplomático” para o governo brasileiro, além de servir como um ato de resistência contra o que ele classifica como uma “ditadura”. A sugestão ganhou destaque após o jornalista expressar apoio à decisão de Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, de permanecer nos Estados Unidos, onde estaria fora do alcance imediato das autoridades brasileiras.
A proposta de Constantino reacende debates sobre a polarização política no Brasil e levanta questões sobre as implicações internacionais de tal movimento. Caso Bolsonaro seguisse o conselho, o gesto poderia tensionar as relações entre Brasil e Estados Unidos, especialmente em um momento em que o governo americano, sob Donald Trump, tem demonstrado simpatia por figuras alinhadas ao ex-presidente brasileiro. Até o momento, não há indícios concretos de que Bolsonaro pretenda adotar essa estratégia, mas a declaração do jornalista já provoca discussões entre apoiadores e críticos do ex-mandatário.
Nota: Em postagem na rede social X às 12:04 de 18 de março de 2025, Rodrigo Constantino declarou: “Acho que Eduardo fez o certo ao ficar nos EUA e acho que seu pai deveria buscar abrigo na embaixada americana. É uma DITADURA. Fazer política normal é aceitar a falsa premissa de que há qualquer espaço para normalidade hoje. Não há. E toda resistência precisa de exilados.”
Por Júnior Melo