O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, disse há pouco que o banco vai colaborar com a “responsabilização de quem cometeu irregularidades” ligadas ao Banco Master, de Daniel Vorcaro. A declaração foi feita durante sessão da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal.
“Reconhecemos os desafios enfrentados pelo banco e não minimizamos a importância dos fatos apurados. Nosso dever é preservar o BRB, corrigir falhas, colaborar com a responsabilização de todos aqueles que cometeram irregularidades e garantir que o banco continue servindo à população com solidez, segurança e transparência”, afirmou o presidente do BRB na abertura da sessão.
Segundo Nelson, o acordo firmado entre o GDF e a União para garantir um empréstimo de R$ 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), destinado a cobrir o rombo causado pelo negócio com o Master, é “inédito”.
“É um acordo inédito. É uma engenharia financeira jamais vista nesse país“, disse. Ele afirmou que as condições não envolvem transferência direta de recursos da União nem concessão de garantia ou aval federal, e que se trata de uma estrutura compatível com os marcos legais e regulatórios vigentes.
O projeto de lei encaminhado pela governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), que autoriza o BRB a contratar o empréstimo de R$ 6,6 bilhões com o FGC, ainda será analisado pela Câmara Legislativa do DF (CLDF).
Ele também falou sobre a não apresentação das demonstrações financeiras consolidadas de 2025. O prazo inicial era o fim de março. Depois, foi estendido pela própria instituição para o fim de maio, mas não foi cumprido.
Segundo Nelson, o maior interessado na divulgação do balanço é o próprio BRB, e a publicação ocorrerá “tão logo sejam concluídos os procedimentos de auditoria independente”.
“Permita-me abordar também o tema de demonstrações financeiras. A divulgação ocorrerá tão logo sejam concluídos os procedimentos de auditoria independente, validação contábil e tramitação regulatória exigidas pelas normas aplicadas. Estejam certos, a quem mais interessa divulgar o balanço é o próprio BRB, tendo em vista a corrida de liquidez que cada vez se acentua, tendo em vista a não divulgação desse balanço”, disse.
Nelson afirmou ainda que a sua gestão busca garantir a divulgação de informações completas, “orientadas e tecnicamente consistentes, em respeito ao mercado, aos clientes, aos órgãos de controle e à sociedade”.