Aliados afirmam que evitar compromisso seria ‘negar uma amizade de quase cinco décadas’
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Jaques Wagner (PT-BA) voltarão a aparecer juntos em eventos públicos na Bahia nesta semana, durante as comemorações do 2 de Julho, data que celebra a Independência do Estado.
Será a primeira agenda conjunta desde a operação da Polícia Federal que teve Jaques e familiares como alvo, no âmbito das investigações do caso Master.
Nos bastidores do governo, a presença de ambos no mesmo palanque é tratada como um gesto de apoio ao senador. Integrantes do PT afirmam que evitar uma aparição conjunta passaria a impressão de afastamento entre dois aliados históricos. Lula e Jaques mantêm amizade há 48 anos e dividem trajetória no partido há mais de quatro décadas.
Segundo governistas, a decisão de Jaques Wagner deixar a liderança do governo no Senado foi tomada em comum acordo com o presidente, para que o parlamentar tenha condições de se dedicar à própria defesa durante as investigações.
A agenda de Lula no Nordeste
Lula desembarca na Bahia nesta terça-feira, 30, para cumprir uma série de compromissos oficiais, entre eles a entrega de veículos do Ministério da Saúde em Alagoinhas, a visita ao Hospital Regional da cidade, o lançamento de uma etapa da Ponte Salvador–Itaparica e a cerimônia de reabertura da Sala Principal do Teatro Castro Alves, em Salvador.
O presidente, no entanto, não participará do tradicional cortejo do 2 de Julho. Segundo Jacques Wagner, a ausência ocorre por recomendação médica.
Depois de passar por procedimentos preventivos para tratamento de câncer de pele no couro cabeludo, Lula foi orientado a evitar exposição prolongada ao sol, calor intenso, suor e grandes aglomerações.
Depois da passagem pela Bahia, a agenda presidencial prevê compromissos no Ceará ao lado do senador Camilo Santana (PT-CE) e do governador Elmano Freitas (PT).