Home Nóticias Nova lei chinesa obriga pais a ensinarem os filhos a amar o Partido Comunista – Paulo Figueiredo

Nova lei chinesa obriga pais a ensinarem os filhos a amar o Partido Comunista – Paulo Figueiredo

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Legislação de unidade étnica determina uso prioritário do mandarim e reforça diretrizes ideológicas nas escolas

A Lei da Promoção da Unidade Étnica e do Progresso entrou em vigor na China em 1º de julho de 2026, data que coincide com o 105º aniversário do Partido Comunista da China (PCC). A norma proíbe atos que criem divisões étnicas e exige que os pais ensinem seus filhos a amar o PCC. Organizações de direitos humanos, como a Anistia Internacional, expressaram preocupação, afirmando que a lei visa forçar minorias, como uigures e tibetanos, a adotar uma identidade nacional única.

A Lei da Promoção da Unidade Étnica e do Progresso entrou em vigor na China nesta quarta-feira, 1º, mesmo dia em que o Partido Comunista da China (PCC) comemorou 105 anos. A norma proíbe atos que “minem a unidade étnica ou criem divisões étnicas” e obriga os pais a orientarem seus filhos a “amar o PCC e o povo chinês”.

De acordo com a emissora norte-americana CNN, a legislação gerou preocupação entre organizações de defesa dos direitos humanos. Isso por causa do histórico de perseguição da ditadura comunista chinesa contra minorias, como os uigures da região de Xinjiang e os tibetanos.

Além disso, a nova lei também determina que escolas e órgãos governamentais utilizem o mandarim como idioma principal. O currículo escolar deve “forjar um forte senso de comunidade do povo chinês”, diz o texto.

Anistia Internacional critica nova legislação da China

Em comunicado, a diretora regional-adjunta da ONG Anistia Internacional, Sarah Brooks, afirmou que “as autoridades chinesas têm obrigações relacionadas aos direitos humanos que exigem a proteção de comunidades minoritárias e de suas culturas, mas esta lei faz o oposto”.

China’s new Ethnic Unity Law pushes minority ethnic groups such as Uyghurs, Tibetans, and Mongolians to adopt a single, state-defined national identity dominated by Han Chinese culture.https://t.co/Vqb5SB4HL8

“Em vez de celebrar as diferenças, ela visa a levar grupos étnicos, como uigures, tibetanos e mongóis, a adotarem uma identidade nacional única, definida pelo Estado e dominada pela cultura Han”, afirmou Brooks. “Nesse contexto, a ‘unidade’ não significa harmonia entre comunidades distintas, mas, sim, alinhamento político e ideológico com o Partido Comunista Chinês. Em vez de proteger a diversidade e a igualdade, a lei exige conformidade.”

No mesmo comunicado, a Anistia Internacional citou uma entrevista coletiva do Conselho de Estado realizada em 24 de junho. Na ocasião, autoridades chinesas de alto escalão confirmaram que o regime comunista pode aplicar aspectos da lei além das fronteiras do país. Segundo a ONG, isso amplia as preocupações sobre possíveis casos de assédio e perseguição internacionais.

Em discurso no Grande Palácio do Povo, em Pequim, nesta quarta-feira, Xi Jinping alegou a necessidade de preservar a “pureza” do partido. Além disso, o presidente chinês também defendeu a “reunificação completa” com Taiwan.

JUST INGeneral Secretary of the Communist Party, Chairman of the Military Commission, and President of the People’s Republic of CHINA, XI JINPING:We are steadily moving forward with the reunification of Taiwan by all means, punishing separatists and preventing any external… https://t.co/ILSQbFxOj5 pic.twitter.com/DUWz3LAsPq

Crédito Revista Oeste





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