O programa ALive de hoje (30) recebeu o deputado estadual Leandro de Jesus (PL-BA) para comentar a decisão da Justiça da Bahia que o proibiu de fiscalizar obras do governo estadual sem autorização prévia. A ação civil pública, ajuizada pelo governo Jerônimo Rodrigues (PT), também pede que o parlamentar seja condenado ao pagamento de R$ 500 mil por danos coletivos.
A liminar foi proferida pelo juiz Glauco Dainese de Campos, da 7ª Vara da Fazenda Pública de Salvador, e também prevê multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento da decisão pelo deputado.
De acordo com Leandro, a decisão é ainda mais abrangente e o proíbe de “promover qualquer tipo de fiscalização em qualquer órgão do Estado”: “Ou seja, se eu receber um pedido de socorro de alguém que está numa situação de emergência de saúde, ou como já aconteceu de um hospital, um grande hospital aqui da Bahia, estar com os ar-condicionados quebrados há três dias, inclusive na UTI, correndo risco ali de proliferação de bactérias, enfim, eu não vou poder fazer absolutamente nada”.
O parlamentar ressaltou que está “proibido de entrar em qualquer órgão do governo” e que o Executivo estadual petista alega que ele acabou “depredando o patrimônio público” durante as fiscalizações, narrativa que, segundo ele, foi criada para “tentar convencer a população”.
“Não existe nenhum tipo de exagero na minha atuação, toda a minha atuação é pautada na questão da legalidade, dos limites, inclusive, para não colocar quem quer que seja em risco, e muito menos promover qualquer tipo de depredação”, afirmou Leandro.
“O que acontece é o seguinte: Esse trabalho que eu venho fazendo aqui está expondo o PT na Bahia, o que acaba prejudicando, do ponto de vista deles, a reeleição do Jerônimo, e também compromete a eleição do Lula”, continuou. Em seguida, acrescentou que o “‘modus operandi’ que eles [PT] estão promovendo na Bahia […] é o que eles estão agora replicando em âmbito nacional”.
“Não é à toa que a cúpula petista da Bahia, hoje, é a principal cúpula que está ali ao lado do Lula, que é o caso do Rui Costa, o Jacques Wagner, o Sidônio Palmeira, enfim, essa turma aí que a gente já sabe como é que está agindo”.
Ainda de acordo com ele, essa ala do PT promove na Bahia, “através do controle da grande mídia local, o processo de propagação de engano, de mentiras, de obras fantasiosas, e não apenas relacionadas a obras, mas a qualquer outro tipo de assunto”.
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