O presidente nacional do PSDB, deputado federal Aécio Neves (MG), anunciou que não disputará nenhum cargo nas eleições de 2026, encerrando uma sequência de 40 anos de mandatos eletivos. Segundo o parlamentar, sua prioridade passa a ser o fortalecimento do partido.
Em nota, Aécio afirmou que a decisão foi tomada diante das circunstâncias políticas atuais e da necessidade de concentrar esforços na reconstrução da legenda.
“A política, como a vida, é feita de acertos e desacertos, de vitórias e derrotas. E é construída também pelas circunstâncias e pelas prioridades que escolhemos. É com esse espírito que eu compartilho com vocês a decisão de, após todos esses anos, não ser candidato a nenhum cargo eletivo nas eleições de 2026.”
O deputado ressaltou que a decisão não representa sua saída definitiva da vida pública nem o afastamento de futuras disputas eleitorais. Segundo ele, sua atuação estará voltada ao fortalecimento do chamado centro democrático.
“A minha prioridade, a partir de agora, é liderar, como presidente nacional do PSDB, função que continuarei exercendo, ao lado de tantos brasileiros que pensam como eu, um novo e vigoroso projeto de Brasil, liberal na economia, inclusivo no campo social, responsável na gestão fiscal e pragmático na defesa dos interesses do país ao redor do mundo.”
Aécio classificou a decisão como uma das mais difíceis de sua trajetória política e destacou que optou por não disputar a eleição mesmo aparecendo entre os primeiros colocados nas pesquisas para o Senado em Minas Gerais.
“Essa decisão foi especialmente difícil. Principalmente porque, mais uma vez, chego às vésperas de uma eleição liderando as pesquisas sobre a disputa por uma das vagas ao Senado.”
Segundo levantamento Genial/Quaest divulgado na última semana, Aécio registrava 16% das intenções de voto para o Senado em Minas Gerais, em empate técnico com Marília Campos (PT), que aparecia com 18%. Pesquisa Real Time Big Data também o colocava em empate técnico pela segunda posição.
Ao longo da carreira política, Aécio Neves exerceu os cargos de deputado federal, presidente da Câmara dos Deputados, governador de Minas Gerais e senador. Em 2014, disputou a Presidência da República pelo PSDB, sendo derrotado no segundo turno pela então presidente Dilma Rousseff (PT).