O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), criticou, em nota divulgada na tarde de ontem (07), a decisão do governo Lula (PT) de rebaixar o nível da relação diplomática com a Argentina. Ele classificou a medida como consequência de uma política externa “ideologizada e confrontacionista”.
O governo brasileiro decidiu manter no Brasil o embaixador em Buenos Aires, Julio Bitelli, até que o presidente argentino, Javier Milei, deixe de fazer ofensas a autoridades brasileiras. Enquanto isso, a representação diplomática ficará sob responsabilidade do ministro-conselheiro Eduardo Uziel, segundo na hierarquia da embaixada.
Na nota, Flávio classificou a decisão como um rompimento diplomático e afirmou que o Brasil vem se isolando de aliados estratégicos. Disse também que pretende restabelecer a relação com o país vizinho caso seja eleito: “Romper com Buenos Aires não é um fato inevitável: é o resultado direto de uma política externa ideologizada e confrontacionista, que em poucos meses fabricou crises com 3 países da nossa região —os Estados Unidos, nosso maior parceiro no continente, o Paraguai, vizinho e aliado histórico, e agora a Argentina. Nenhum governo da história recente conseguiu isolar tanto o Brasil em tão pouco tempo”.
O senador também afirmou que o governo petista utiliza a “defesa da dignidade nacional” para justificar a medida e disse que a política externa deve priorizar interesses econômicos e estratégicos.
“A soberania e o prestígio do Brasil não se protegem com bravatas eleitoreiras e rompimentos diplomáticos. Protegem-se com economia forte, capacidade de negociação e uma política externa comprometida com os interesses permanentes da Nação —não com as vaidades do governante de plantão”, declarou.
Flávio ainda saiu em defesa de Milei, a quem chamou de “meu estimado amigo”, e afirmou que pretende retomar as relações diplomáticas com a Argentina e outros países caso assuma a Presidência.
“A partir de 2027, voltaremos a tratar nossos vizinhos como parceiros, não como adversários ideológicos, e reconstruiremos as pontes com a Argentina, o Paraguai, os Estados Unidos e todas as nações livres do continente”. O comunicado foi encerrado com a assinatura: “Futuro Presidente do Brasil”.
LEIA A ÍNTEGRA:
“Repudio, com veemência, a decisão do governo Lula de rebaixar as relações diplomáticas com a Argentina, nação irmã, nosso maior parceiro comercial na América do Sul e amiga histórica do povo brasileiro. Romper com Buenos Aires não é um fato inevitável: é o resultado direto de uma política externa ideologizada e confrontacionista, que em poucos meses fabricou crises com três países da nossa região — os Estados Unidos, nosso maior parceiro no continente, o Paraguai, vizinho e aliado histórico, e agora a Argentina. Nenhum governo da história recente conseguiu isolar tanto o Brasil em tão pouco tempo.
Mais uma vez, a retórica da “defesa da dignidade nacional” é usada como instrumento de propaganda. A soberania e o prestígio do Brasil não se protegem com bravatas eleitoreiras e rompimentos diplomáticos. Protegem-se com economia forte, capacidade de negociação e uma política externa comprometida com os interesses permanentes da Nação — não com as vaidades do governante de plantão. A escalada é unilateral: o próprio governo argentino já declarou que não retaliará.
A verdadeira razão desse desespero é evidente. O projeto do Foro de São Paulo está colapsando na América Latina. Os regimes que ele apadrinhou — sustentados pelo narcotráfico e pela repressão — trouxeram miséria, êxodo e violência aos seus povos, e agora caem um a um. Lula assiste à derrocada dos seus aliados e reage rompendo com os vizinhos que escolheram a liberdade.
O preço dessa irresponsabilidade não será pago por quem a cometeu. Será pago pelo produtor rural, pelo industrial, pelo exportador e pelo trabalhador brasileiro, que dependem dessas relações para produzir, vender e empregar — e que não participaram das escolhas políticas que provocaram esta crise.
O próximo país a se livrar desse projeto fracassado será o Brasil. A partir de 2027, voltaremos a tratar nossos vizinhos como parceiros, não como adversários ideológicos, e reconstruiremos as pontes com a Argentina, o Paraguai, os Estados Unidos e todas as nações livres do continente. Ao povo argentino, em especial ao presidente Javier Milei, meu estimado amigo, deixo uma mensagem: esta crise não é entre nossas nações — é obra de um governo em fim de linha. Haverá paz e prosperidade para os nossos povos”.