Em entrevista ao programa ALive desta quarta-feira (12), o candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, Alfredo Gaspar (PL-AL), criticou o fato de a CPMI do INSS, da qual foi relator, ter sido afetada por decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que a pressão feita pelo governo Lula (PT) impediu a prorrogação da comissão.
No momento, Gaspar comentava sobre a investigação contra Frei Chico, irmão de Lula ligado a sindicato investigado na Farra do INSS. De acordo com o deputado, o irmão do petista é presidente do “segundo sindicato que mais roubou dinheiro dos aposentados e pensionistas”.
Segundo o candidato, Frei Chico tinha uma função direta de “comando” no sindicato, mas a comissão não conseguiu aprofundar as investigações por interferências externas. “Vocês viram a pressão do governo para não se quebrar sigilo [do irmão de Lula], para não se avançar, para não se prorrogar a CPMI”, criticou.
“Não deu para a gente abarcar tudo, não deu para a gente ir até o fim, porque nós fomos interrompidos, seja por decisões do ministro Dino, que suspendeu a quebra de sigilo, seja por decisões políticas orientadas pelo Palácio do Planalto para se interromper o curso da CPMI”, lamentou Gaspar.
Ele ainda defendeu um aprofundamento das investigações sobre Frei Chico e disse que não se pode, “por qualquer orientação ou ideologia, apontar a responsabilidade de quem” não conseguiu investigar. Ele também criticou quem diz que fez o indiciamento de Lulinha na CPMI por “ideologia”. Segundo ele, se fosse assim, teria feito também o do irmão de Lula.
“A CPMI durou sete meses, sendo que um mês foi interrompido pelo recesso parlamentar e nós precisávamos de, no mínimo, mais seis meses para poder concluir as investigações”, finalizou Gaspar, lamentando a não prorrogação.