Em entrevista exclusiva ao programa ALive desta quarta-feira (12), o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), disse que sempre considerou que Hugo Motta, presidente da Câmara, e Davi Alcolumbre, presidente do Senado, não tinham estatura para comandar as Casas Legislativas.
O parlamentar defendeu que o Congresso seja comandado, no próximo ano, por pessoas que “tenham independência e ajam 100% focados no que for bom para o povo brasileiro”, algo que, segundo ele, Motta e Alcolumbre não têm.
“Para você ser presidente de um Poder, você não pode ter nenhum tipo de receio. Você está ali representando o povo brasileiro, você tem que ter independência, e me parece que desde o início o governo Lula procurou emparedar o Hugo Motta, e conseguiu ter o Hugo Motta como um puxadinho do Palácio do Planalto e do STF”, criticou Gaspar.
“Acho que o Hugo Motta não tinha tamanho para ser presidente da Câmara dos Deputados, como também tenho a mesma opinião em relação a David Alcolumbre”, continuou, destacando que essa “é uma opinião do Alfredo cidadão, do Alfredo parlamentar”.
Para Gaspar, não houve um “Congresso independente” durante a gestão dos dois presidentes. Ele reafirmou que o perfil necessário para ocupar os cargos é marcado pela “independência” e pela ausência de “uma série de suspeitas e denúncias”: “Nós ficamos a reboque de votações e o Palácio do Planalto mandava recursos para esses recursos praticamente comprarem votos de parlamentares. Isso é muito ruim. O Parlamento não precisa de dinheiro. O Parlamento precisa de postura. Precisa trabalhar 100% focado no que é melhor para o povo brasileiro”.
Ainda de acordo com Gaspar, os próximos presidentes da Câmara e do Senado “não precisam ser aliados nem inimigos do futuro presidente Flávio Bolsonaro”, mas devem “trabalhar em parceria para o Brasil estar bem”: “Mas o Brasil só estará bem se aquilo que for aprovado pelo parlamento for bom para os brasileiros”.
“Eu espero que o povo brasileiro mande [nas eleições deste ano] para o Congresso Nacional parlamentares independentes. Parlamentares que estejam de boa fé e que saibam, primeiro, promover o bem do país, segundo, trabalhar para o bem do povo brasileiro e terceiro, que tenham a independência para fazer as fiscalizações necessárias, aplicar os recursos de forma correta e trabalhar para que o Brasil se liberte do que hoje é essa grande prisão de corrupção”, finalizou.
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