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Nelson Wilians deixa comando de escritório após operação da PF

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O advogado Nelson Wilians decidiu deixar o comando do escritório que leva seu nome após ser alvo de uma operação da Polícia Federal na quinta-feira (13). O afastamento deve ser anunciado oficialmente nesta sexta-feira (14).

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A administração do Nelson Wilians Advogado ficará sob responsabilidade de um comitê operacional durante a ausência do único sócio majoritário.

Segundo pessoas próximas, Wilians decidiu se afastar para concentrar esforços na própria defesa e prestar assistência à família. A decisão foi tomada após a PF cumprir um mandado de busca e apreensão na residência do advogado, em São Paulo.

A operação investiga um grupo empresarial suspeito de utilizar estruturas societárias e financeiras no exterior para ocultar a origem e o destino de recursos ligados à exploração de jogos de azar e apostas esportivas.

Entre os crimes investigados estão lavagem de dinheiro, evasão de divisas e delitos contra o Sistema Financeiro Nacional.

A empresa PixBet é apontada como principal alvo da investigação. Nelson Wilians aparece como advogado da companhia em uma ação que tramita na Justiça Federal da Paraíba.

A defesa do advogado afirmou que a relação entre o escritório e a empresa é “estritamente profissional” e decorre da prestação de serviços advocatícios. Também rejeitou qualquer tentativa de vincular a atuação dos advogados às condutas atribuídas aos clientes.

A Operação Arena cumpriu 17 mandados de busca e apreensão. As medidas também incluem quebras de sigilos telemático e bancário e o sequestro de até R$ 1,1 bilhão em bens. As diligências foram realizadas na Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná.

O afastamento ocorre cerca de um mês após Wilians e seu escritório serem alvos de outra operação da PF. Em julho, a Operação Distrato investigou um suposto esquema de venda fraudulenta de créditos de ICMS.

Segundo a Secretaria da Fazenda de São Paulo, as apurações relacionadas ao caso resultaram na constituição de mais de R$ 3,8 bilhões em créditos tributários contra 752 empresas.

A investigação atual e a anterior são distintas. No caso da Operação Arena, as autoridades apuram a possível utilização de estruturas financeiras e empresariais para movimentação e ocultação de recursos.





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