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Relatório da PF usado por Moraes também cita Messias

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A equação da derrota - Messias

O relatório da Polícia Federal usado pelo ministro Alexandre de Moraes para questionar a atuação de André Mendonça também menciona o advogado-geral da União, Jorge Messias. O documento integra a apuração sobre as decisões de Mendonça em investigações relacionadas ao Banco Master e ao caso das fraudes no INSS.

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Messias teve papel nas articulações políticas que antecederam sua indicação ao STF. Mendonça foi um dos principais apoiadores da indicação, rejeitada pelo Senado em abril deste ano.

Durante o agravamento da crise entre a Polícia Federal e Mendonça, Messias adotou uma postura de cautela. A AGU avaliou que não deveria recorrer ao Supremo para contestar as decisões do ministro, como defendia a PF.

Relatório cita Alcolumbre e Lulinha

O documento da PF também aponta uma suposta “assimetria por espectro político” na condução das investigações. Entre os casos citados estão Antonio Rueda, ACM Neto e o Lulinha.

Segundo o relatório, em reunião presencial de 13 de agosto, Mendonça considerou que ACM Neto “aparentaria estar exercendo atividade de representação de interesses dentro dos limites do permitido”.

A PF afirma que a situação seria semelhante à de Lulinha:

“A situação fática apurada quanto a ele guarda similaridade relevante com a de Fábio Luís Lula da Silva, o que sugere a adoção de standards probatórios distintos conforme o espectro político da pessoa envolvida nos fatos”.

O relatório também afirma que Mendonça teria defendido a separação das apurações envolvendo ACM Neto e Rueda, apesar da conexão apontada pela PF entre as condutas.

Sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o documento afirma que o parlamentar “constitui provável alvo estratégico, considerada sua força política, o favoritismo para manter-se na presidência do Senado Federal e o consequente controle da pauta daquela Casa, notadamente quanto ao processamento de pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal”.

A PF acrescenta: “Avalia-se que o relator possa enxergar em Antonio Rueda rota de acesso a Alcolumbre, com quem manteve desavença conhecida por ocasião de sua própria indicação ao Tribunal, no governo passado, quando aquele parlamentar representou grande empecilho à indicação”.

O relatório ainda registra uma diferença de tratamento atribuída a Mendonça na condução de investigações envolvendo Rueda e ACM Neto: “Registre-se a assimetria de tratamento: a separação é sugerida onde a unidade identifica conexão, ao passo que, no episódio de julho de 2026, a contrariedade do relator recaiu sobre desmembramento pela unidade justamente onde a conexão inexistia”, escreveu a PF.

Moraes acusa Mendonça

As informações foram citadas por Moraes em despacho no qual apontou possível direcionamento de investigações por Mendonça contra Alcolumbre. O ministro também afirmou ter sido alvo do mesmo expediente.

Segundo Moraes, Mendonça poderia ter cometido improbidade administrativa e abuso de autoridade ao tentar incriminar autoridades.

A decisão cita o relatório de inteligência da PF, que classificou Alcolumbre como “provável alvo estratégico” e mencionou possível motivação política na condução das apurações.

Mendonça é relator dos casos envolvendo as fraudes no INSS e o Banco Master. As duas investigações atingiram pessoas ligadas a diferentes grupos políticos, entre elas o senador Flávio Bolsonaro e Lulinha.





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