A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pediu ontem (21) ao Supremo Tribunal Federal (STF) o adiamento do depoimento do empresário marcado para 30 de setembro. O pedido foi encaminhado ao ministro Edson Fachin, presidente da Corte, que mantém temporariamente o caso Master em seu gabinete. Esta é a 2ª solicitação para mudar a data.
Os advogados alegam que ainda não tiveram acesso à íntegra do processo e que, sem os documentos, Vorcaro não teria condições de prestar esclarecimentos aos delegados. O depoimento trata do grupo conhecido como “A Turma”.
Segundo a Polícia Federal (PF), o grupo criminoso liderado por Vorcaro mantinha uma “estrutura de vigilância e coerção privada”, denominada “A Turma”, “destinada à obtenção ilegal de informações sigilosas e à intimidação de críticos” do Master.
A defesa afirma que, apesar da proximidade da nova data, a PF ainda não disponibilizou cópias completas dos autos. Os advogados pedem acesso a relatórios, provas, depoimentos, telefones de outros investigados e demais elementos reunidos durante a apuração.
Segundo a defesa, o banqueiro “possui total interesse em prestar seu depoimento”, mas os advogados precisam de ao menos dez dias úteis para analisar o material e conversar com Vorcaro, que está preso.