Durante o programa ALive desta quinta-feira (1º), a cientista política e candidata a deputada distrital Júlia Lucy (PL) comentou a perseguição que sofre da esquerda desde o início da campanha, quando foi impedida pela Justiça Eleitoral de veicular propaganda eleitoral sobre pessoas trans.
A retirada da peça ocorreu após pedidos da esquerda. A propaganda foi exibida em 31 de agosto, durante o horário eleitoral gratuito. Na gravação, Júlia afirmava: “Não existe a possibilidade de homem virar mulher. O errado nunca vai ser certo. Vou enfrentar as Mônicas Hilton. Júlia Lucy, 22190”.
“Eu fiz uma propaganda de 15 segundos me posicionando contra a ideologia de gênero, eu não vou repetir aqui o que eu falei, [já que] eu posso tomar uma multa de 20 mil reais”, criticou Lucy. “É um risco que eu corro. Neste momento eu estou esperando a decisão do recurso que entrei, e curiosamente a Justiça Eleitoral, que deveria ser célere na tomada de decisão, ainda não decidiu sobre o meu caso”.
“E, curiosamente, hoje é o último dia que o conteúdo pode ser impulsionado, então eu não posso reproduzir o que eu falei na minha propaganda eleitoral, sob pena de tomar uma multa e de sofrer outras consequências”, continuou a cientista política.
“Então, infelizmente, eu sou mais uma vítima desse uso, dessa utilização da Justiça Eleitoral para que um lado do debate prevaleça”, completou a candidata.
Lucy ainda criticou esquerdistas que se definem como “amantes” e “defensores” da democracia, mas que, na verdade, “são aqueles que entram na Justiça, são aqueles que querem calar, criminalizar e prender aquelas pessoas que vão contra o que eles falam”.
“Mas o meu problema não é só hoje na Justiça Eleitoral, não”, continuou. “Neste momento, eu respondo inquérito policial porque eu fui a idealizadora daquele movimento, ‘Ele Não’”. O movimento, encabeçado por Lucy, foi contra Erika Hilton (Psol) assumir a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres da Câmara dos Deputados.
“Milhões de pessoas participaram [do abaixo-assinado] e agora eu vou ter que depor na polícia porque eu expus a minha opinião contra essa ideologia de gênero, contra a presença de uma travesti na presidência da Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres”, finalizou.
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