O presidente Lula (PT) afirmou que o endividamento público não é um problema quando os recursos são destinados à criação de ativos para o país. Segundo o petista, investimentos em infraestrutura, como estradas, portos e aeroportos, geram retorno financeiro e justificam o aumento da dívida.
A declaração foi dada na noite de ontem (30) em entrevista ao podcast “Inteligência LTDA”. “Não tem problema nenhum você fazer uma dívida se você vai construir um ativo novo […] ‘Vou fazer uma dívida X porque vou crescer mais 2% ou 3%, uma dívida que eu possa pagar’”, afirmou o presidente.
A fala ocorre após a divulgação de novos dados sobre o endividamento público. Segundo o RMD (Relatório Mensal da Dívida), publicado pela Secretaria do Tesouro Nacional na quarta-feira (29), a dívida administrada pelo governo federal cresceu R$ 235,7 bilhões em junho, o equivalente a aproximadamente R$ 7,9 bilhões por dia corrido.
Nesta sexta (31), o Banco Central (BC) informou que a dívida do setor público consolidado subiu para 81,9% do PIB em junho, o equivalente a R$ 10,8 trilhões. O indicador avançou 10,2 pontos percentuais desde o fim de 2022, quando representava 71,7% do PIB.
O patamar é o maior desde abril de 2021, durante a pandemia de Covid-19, quando a dívida alcançou 82,6% do PIB. O índice também se aproxima do recorde histórico de 87,7% do PIB, registrado durante a crise sanitária em meio ao aumento dos gastos públicos.