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Itaú segue Bradesco e eleva taxa do financiamento imobiliário

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Os bancos Itaú e Bradesco elevaram as taxas de juros do financiamento imobiliário após a disparada dos juros futuros no mercado financeiro. O Itaú anunciou nesta quinta-feira (29) que sua taxa mínima passou a 12,95% ao ano, enquanto o Bradesco comunicou reajustes nas linhas de crédito para aquisição de imóveis.

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No Itaú, a taxa mínima anterior era de 11,99% ao ano, acrescida da Taxa Referencial (TR). Para pessoas físicas, os juros passam a variar de 12,95% a 13,25% ao ano, conforme o segmento do cliente, na modalidade com parcelas atualizáveis pelo Sistema de Amortização Constante (SAC). Para não correntistas, a taxa informada é de 14,85% ao ano. No financiamento de imóveis comerciais, chega a 15,8%.

O Bradesco elevou a taxa da principal linha de financiamento residencial de 11,7% para 15% ao ano, mais TR. Para clientes do segmento private, a taxa passou a TR + 13,6%. Já no crédito destinado à aquisição de imóveis comerciais por pessoas jurídicas, os juros chegaram a TR + 16,5%.

Em comunicado, o Itaú afirmou que o reajuste considera as condições de captação no mercado. “Como o financiamento imobiliário depende de recursos captados no mercado, seus custos estão sujeitos a essas variações. O ajuste busca refletir as condições atuais de captação e preservar a sustentabilidade das operações”, disse o banco.

O Bradesco também atribuiu a mudança ao cenário financeiro. A instituição informou que “atualizou as taxas máximas de suas linhas de crédito imobiliário em função do aumento verificado nas taxas de juros do mercado”.

Alta dos juros futuros

Os reajustes ocorreram após a forte elevação dos juros futuros registrada na semana seguinte à reeleição do presidente Lula. Entre a sexta-feira (23) anterior ao pleito e o fechamento da segunda-feira (26), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2037 passou de 12,65% para 15,30% ao ano. Na quinta-feira (29), operava em torno de 15,19%.

A curva de juros futuros reflete as expectativas dos investidores para as taxas de juros nos próximos anos e incorpora fatores como inflação, risco fiscal e incertezas econômicas.

O custo de captação também influencia as condições do crédito imobiliário. Além dos recursos da poupança, os bancos utilizam instrumentos como Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). Segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), esses dois instrumentos representavam, juntos, cerca de 29% das fontes de financiamento do setor em dezembro de 2025.

Como os contratos imobiliários podem durar décadas, enquanto as LCIs costumam ter prazos menores, os bancos precisam considerar o custo de captações futuras ao definir os juros dos financiamentos.

Outros bancos

Até quinta-feira (29), outras instituições não haviam anunciado reajustes equivalentes. O Santander informou que acompanha os indicadores econômicos e os movimentos do mercado imobiliário, mantendo taxas a partir de 11,69% ao ano, mais TR.

O Sicredi afirmou que não prevê mudanças no spread neste momento. Segundo a instituição, o crédito imobiliário continua sendo uma prioridade estratégica.

O Banco do Brasil não respondeu aos questionamentos sobre possíveis alterações porque está em período de silêncio em razão da divulgação do balanço do terceiro trimestre.

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