De momento, segundo a última atualização NHC, esta tempestade possui ventos máximos sustentados de 80km/h, com rajadas superiores
Assim, e segundo o consenso multi-modelo (usando um blend de modelos regionais de furacão + modelos globais) o núcleo deverá passar sobre as ilhas dos grupos Central e Oriental, ou ligeiramente a Sul (sempre muito perto)
Por essa razão, e mesmo sendo uma tempestade sem intensidade tão significativa, como já referido, como o Kirk, os efeitos, pelo menos em termos de chuva e vento, serão mais significativos – pois, como referido, o seu centro deverá afetar o arquipélago de forma mais direta
Assim, e segundo o consenso multi-modelo, é provável que as rajadas máximas no arquipélago, particularmente nas ilhas CENTRAIS e ORIENTAIS rondem os 100km/h, embora haja um grau de incerteza no intervalo entre 80 a 130km/h – o que é significativamente diferente, pelo que há que acompanhar como poderá evoluir
O modelo Europeu ECMWF-IFS, tido como uma das referências, é um dos mais “agressivos” prevendo rajadas pontualmente superiores a 110km/h. Por outro lado o modelo ICON, habitualmente muito fiável, igualmente, prevê valores de rajada bem inferiores, perto de 80km/h
A chuva é também uma incerteza, e na realidade será sempre com estes ciclones tropicais – pois a convecção é “pulsante”, ou seja não é estática, e acaba por ter alturas em que surge mais intensa nuns locais do que noutros, e a trajetória nunca é exata. Sendo os Açores um arquipélago composto por ilhas relativamente pequenas, é sempre difícil dizer se a chuva mais forte cairá no mar, ou em Terra, mas, ainda assim, o melhor é prevenir, principalmente em zonas vulneráveis
Podemos ver as rajadas máximas e precipitação prevista pelo modelo ECMWF – embora sejam os cenários de maior intensidade, devem ser levados em conta – a prevenção é a palavra-chave
FONTE: LUSOMETEO