Segunda-feira, Setembro 21, 2026
Casa Nóticias Novo cobra Padilha por campanha de R$ 80 milhões

Novo cobra Padilha por campanha de R$ 80 milhões

por admin
0 comentário

Os deputados federais Adriana Ventura (Novo-SP) e Luiz Lima (Novo-RJ) protocolaram hoje (21), na Câmara, um requerimento para que o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, preste informações sobre a execução de uma campanha publicitária de 80 milhões de reais sobre o fim da escala 6×1.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

A iniciativa ocorre após a Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República informar aos parlamentares que a campanha foi executada pelo Ministério da Saúde mediante descentralização orçamentária, sem, contudo, apresentar qualquer documento comprobatório dessa descentralização, nem responder a questionamentos.

No requerimento, os deputados pedem a comprovação formal da transferência dos recursos para o Ministério da Saúde. Querem saber qual instrumento foi utilizado, a data da operação, o valor descentralizado e o órgão responsável pela origem do dinheiro.

Os parlamentares também solicitaram a relação dos contratos, termos aditivos e empenhos vinculados à campanha. O pedido inclui números de processos, empresas contratadas, valores e modalidades de contratação, como licitação, dispensa ou inexigibilidade.

Outro ponto questionado é o planejamento de mídia. Ventura e Luiz Lima querem os valores destinados a cada veículo ou plataforma, além da divisão entre publicidade digital e mídia tradicional.

O requerimento ainda solicita os critérios técnicos e jurídicos usados para classificar a campanha como publicidade institucional. Os deputados também perguntam se houve manifestação da Advocacia-Geral da União (AGU) sobre o enquadramento.

Os parlamentares querem saber, ainda, quando começou a execução orçamentária e a veiculação da campanha. O requerimento questiona se os gastos ocorreram antes da aprovação da proposta legislativa sobre o fim da escala 6×1 e, em caso positivo, qual foi a justificativa técnica.

Na justificativa, os deputados afirmam que a falta de documentos impede a fiscalização parlamentar sobre o uso dos recursos públicos.

“A ausência de documentação sobre a descentralização orçamentária alegada [pela Secom], somada à recusa em fornecer dados sobre contratações, planejamento de mídia e cronograma de execução, impede o exercício do controle parlamentar sobre a aplicação de recursos públicos em campanha institucional”, afirmam.

Em outro trecho, Ventura e Luiz Lima dizem que as informações devem ser cobradas diretamente do Ministério da Saúde porque a Secom atribuiu ao órgão a execução das despesas.

“Uma vez que a própria SECOM atribuiu ao Ministério da Saúde a execução dos gastos, é a este órgão que devem ser dirigidas as perguntas específicas sobre a materialização da despesa, a fim de que se verifique, com base documental, se a descentralização ocorreu nos termos alegados e se os critérios de alocação e o cronograma da campanha observaram os princípios constitucionais da Administração Pública”.

Os deputados ressaltam que o novo requerimento não repete os pedidos encaminhados anteriormente à Secom. Segundo eles, o foco está na ausência de comprovação da descentralização dos recursos.

“se concentra especificamente na lacuna identificada na resposta anterior: a alegação de descentralização orçamentária ao Ministério da Saúde, desprovida de qualquer comprovação documental”, afirmam.

A PEC que prevê o fim da escala 6×1 é uma das prioridades do governo Lula no Congresso em 2026. O texto foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em 2 de setembro e ainda aguarda análise do plenário da Casa.





Source link

Você pode gostar também

Design sem nome (84)

Sua fonte de notícias para brasileiros nos Estados Unidos.
Fique por dentro dos acontecimentos, onde quer que você esteja!

TV BRAZIL USA- All Right Reserved. Designed and Developed by STUDYO YO