Polícia diz que há elementos que apontam que a conversa de Vorcaro e sua namorada teria vazado pela CPMI do INSS
A Polícia Federal encontrou elementos que apontam que a conversa entre Daniel Vorcaro e sua então namorada Martha Graeff vazou por meio da CPMI do INSS, que havia quebrado o sigilo do ex-banqueiro. O colegiado foi presidido pelo senador Carlos Viana (PSD-MG).
A corporação deve pedir ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal), acesso às imagens do circuito de segurança do Congresso e os registros de acesso à sala-cofre em que estavam os dados sigilosos.
Isso porque a polícia não conseguiu identificar quem teria vazado as informações, já que diversos parlamentares e assessores tiveram acesso ao local.
Em relatório, a PF afirma apenas que “é possível afirmar, com elevado grau de certeza técnica, que os vazamentos tiveram origem no material filtrado e posteriormente disponibilizado à CPMI do INSS”. A informação foi revelada pelo jornal O Estado de São Paulo e confirmada pela CNN.
O fato de conversas íntimas de Vorcaro e Graeff terem se tornado públicas levou à abertura do inquérito por Mendonça. Este tornou-se um dos principais pontos de críticas à sua condução à frente do processo, principalmente pelo ministro Gilmar Mendes.
O que diz Carlos Viana
Nas redes sociais, o senador Carlos Viana negou que tenha havido vazamentos sobre o Master por meio da CPMI.
“As primeiras mensagens íntimas do banqueiro foram publicadas pela imprensa em 6 de março, uma sexta-feira. Os dados telemáticos só chegaram à comissão em 12 de março. O acesso à sala-cofre só foi liberado aos parlamentares em 13. Não se vaza de uma sala-cofre um conteúdo que já estava estampado nos jornais uma semana antes de a sala existir”, disse.