Senador e pré-candidato participou de audiência no Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu, nesta terça-feira (7), em audiência no Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR na sigla em inglês), em Washington, que sejam canceladas as taxas sobre os produtos brasileiros. Segundo Flávio, o tarifaço foi explorado politicamente pelo governo Lula e se mantido este ano poderia ajudar um cenário político no Brasil “difícil de reverter”.
O pré-candidato à Presidência pediu que os membros do colegiado, além de não impor as tarifas, “preservem o sucesso do PIX e cancelem esta medida para que possamos negociar”. Ele lembrou que chegou a solicitar o mesmo, em visita em maio, ao presidente dos EUA, Donald Trump, ao vice James David Vance e ao secretário de Estado, Marco Rubio.
Flávio alertou sobre os efeitos sobre a economia brasileira e aos norte-americanos e destacou que a tarifa imposta pelos EUA foi explorada politicamente pelo governo Lula. “Uma tarifa de 25% penaliza todo o povo brasileiro – exceto justamente as autoridades responsáveis por essas decisões.”
O senador alertou que taxar o Brasil durante este ano de eleição poderá auxiliar um cenário político “difícil de reverter”.
“Impor agora uma tarifa que seria difícil de reverter – premiando aqueles que são responsáveis pelas ações em questão e punindo aqueles que suportaram suas consequências – seria o pior momento possível para agir”, apelou Flávio.
Sobre o PIX, o senador pontuou que a modalidade de pagamento “não é um problema a ser corrigido, é uma solução”. “Ele ampliou a inclusão financeira ao trazer milhões de brasileiros – especialmente os mais pobres – para a economia formal.”
“Esse avanço também beneficiou diretamente empresas americanas, já que o volume de transações processadas por cartões de pagamento emitidos por bandeiras dos Estados Unidos continuou crescendo paralelamente à ampla adoção do PIX, uma vez que essas empresas prestam serviços que se complementam e não competem com o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos”, explicou.
Ele também abordou em seu pronunciamento na audiência sobre o combate à corrupção, outra razão dada pelos EUA para a cobrança da tarifa e afirmou que sobre o tema “não há divergência”.
“Mas a corrupção tornou-se uma característica marcante da esquerda política brasileira. O povo brasileiro não deve ser punido por isso”, ressaltou Flávio.