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Operação contra Bolsonaro é prova que incomodamos sistema

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou há pouco, em live nas redes sociais, que a operação da Polícia Federal (PF) realizada nesta manhã (08) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) demonstra que ele está “incomodando” o sistema “que tá resistindo” à sua candidatura à Presidência da República.

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Segundo Flávio, a ação representa uma “clara tentativa de criar uma cortina de fumaça” enquanto ele está nos Estados Unidos “trabalhando pelo Brasil”. Para o senador, o objetivo seria “tentar dividir o noticiário com coisas negativas”.

Flávio está nos EUA após participar, na terça-feira (07), de uma audiência pública do governo americano para tentar impedir a aplicação de novas tarifas contra produtos importados do Brasil. Durante a audiência, o senador pediu que os membros do governo Trump “não imponham as tarifas ao Brasil, preservem o sucesso do Pix e cancelem esta medida para que possamos negociar”.

Os Estados Unidos avaliam aplicar tarifas retaliatórias de 25% sobre produtos brasileiros. A medida foi recomendada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que afirma que determinadas práticas do governo brasileiro são “irrazoáveis” e “oneram ou restringem o comércio” norte-americano.

Na live, Flávio disse que a operação autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes teve como objetivo verificar “se a defesa tava mentindo ou não” sobre a entrega das armas do ex-presidente: “Esse é o tratamento que tem sido dado ao presidente Bolsonaro a todo momento. Não tem mais boa fé, por parte, né, de quem tá nos acusando”.

“E nem o princípio constitucional de presunção de inocência funciona no presidente Bolsonaro, porque a defesa bota por escrito, documenta, protocola: ‘Olha, tá tudo aqui, transparente, […] tá tudo informado’. Aí, para surpresa de todos, hoje pela manhã, busca e apreensão na casa do presidente Bolsonaro, um constrangimento danado, tá, uma busca minuciosa, reviraram tudo”, afirmou.

De acordo com Flávio, os agentes da PF também fizeram buscas no quarto da filha do ex-presidente, Laura Bolsonaro: “Uma busca muito minuciosa, tiveram que tirar a Laurinha do quarto dela pra poder fazer também a busca, nem procurar alguma arma, eles foram procurar alguma arma que não tivesse sido informada nos autos, que porventura o presidente Bolsonaro estivesse escondendo, que não teria informado”.

“Então foi muito ruim, muito constrangedor, mais uma vez uma situação em que a família toda sofre, é uma perseguição implacável com o presidente Bolsonaro, e aí por óbvio, não tinha absolutamente nada de errado”, continuou o senador. “Então não tinha arma, tudo que foi informado ao Alexandre de Moraes era verdadeiro, tava documentado lá, então não tem problema nenhum mais, teve essa tentativa de criar mais uma cortina de fumaça, porque imagina se acham alguma coisa errada na casa do meu pai, o assunto ia virar”.

Na live, Flávio afirmou ainda que está nos EUA “fazendo a defesa dos interesses do povo brasileiro”, enquanto o presidente Lula (PT) está “mandando o dedo [do meio] pro povo brasileiro”. “Esse é o presidente da República que a gente tem hoje, imagina, isso é o que tá acontecendo, esse é o presidente da República que nós temos hoje, enquanto o Lula tá dando um dedo pro povo brasileiro, eu tô aqui defendendo os interesses do povo brasileiro”, completou.

A operação da PF na residência de Jair, que cumpre prisão domiciliar devido à condenação no caso da suposta “trama golpista”, foi realizada para verificar a existência de armas, munições, acessórios e documentos de registro. Na decisão, o ministro afirmou que determinou a busca após a defesa do ex-presidente apresentar dados divergentes sobre os armamentos.

Segundo Moraes, a diferença entre as informações prestadas pelos advogados e os registros já existentes no processo tornou a medida “imprescindível” para garantir que não havia outras armas na residência.

A determinação ocorreu após Bolsonaro entregar as oito armas registradas em seu nome. Uma delas havia sido apreendida em junho, durante uma blitz no Distrito Federal, envolvendo um militar que atua na segurança do ex-presidente. Após o episódio, o Exército encaminhou o arsenal à PF.

Na segunda (06), o Exército informou que entregou à PF seis das oito armas registradas em nome de Bolsonaro. Em ofício assinado pelo comandante do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília, tenente-coronel Caio de Vargas Lisboa, a corporação informou que duas armas não estavam sob sua custódia: uma pistola Glock calibre nove milímetros e uma espingarda calibre 12 da fabricante Maestro Arms Company.

Após o comunicado, a defesa de Bolsonaro informou o paradeiro dos dois equipamentos. Segundo os advogados, a pistola é a mesma apreendida durante uma blitz no DF e está sob custódia da Polícia Civil do Distrito Federal.

A espingarda, de acordo com a defesa, foi recebida como presente pelo ex-presidente, mas nunca foi retirada e permanece sob guarda de uma empresa importadora de artigos bélicos em Caxias do Sul (RS).

Foto: Reprodução/YouTube





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