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Mensagens mostram Luchsinger ordenando pagamentos Lulinha

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Mensagens recuperadas pela Polícia Federal (PF) no celular da lobista Roberta Luchsinger registram ordens para pagamentos destinados a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula (PT). Os diálogos foram revelados nesta quinta-feira (24) pelo portal Metrópoles.

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Em uma conversa de 25 de julho de 2024, Luchsinger enviou ao motorista Ulisses Barbosa Viana Junior o valor de R$ 26.809 e determinou: “Tem que pagar mais isso para Fábio na TTW”. Na sequência, o motorista encaminhou a ela o comprovante de depósito para a agência de viagens TTW Group.

A empresa era utilizada para organizar viagens internacionais de Luchsinger e de Lulinha. Segundo a reportagem, Marina Mantega, filha do ex-ministro Guido Mantega, trabalha na agência.

Outro diálogo, de 29 de novembro de 2024, mostra Luchsinger cobrando Ulisses sobre dinheiro. Depois de perguntar “Cadê o dinheiro?”, ela orienta: “Tem que levar lá no Fábio”. O motorista informa que estava com o dinheiro no porta-malas de um Volvo. Luchsinger então determina que a quantia fosse entregue a Fábio após um compromisso no Cidade Jardim.

Cobrança de R$ 100 mil

Em 8 de novembro de 2024, Luchsinger também pressionou Quesede Ayres Henrique, então ex-secretário de Saúde de Goiânia, para realizar um pagamento de R$ 100 mil.

“Ô Quesede, tu dá um jeito de fazer esse pix, porra, que o homem tá me cobrando, criatura”, escreveu a lobista. Horas depois, ela voltou a cobrar: “Fez? Ele vai embarcar e tá me enchendo o saco”.

Naquela noite, Lulinha embarcou em Guarulhos em um voo para Lisboa. O valor de R$ 100 mil foi depositado na conta da empresa RL Consultoria, de Luchsinger, por meio de uma empresa comercial de Goiânia. A reportagem relaciona temporalmente o pagamento à viagem, mas os registros divulgados não demonstram, por si só, a finalidade do dinheiro.

Quesede era investigado por suspeitas de desvios na Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia e, segundo as apurações citadas pelas reportagens, mantinha relação com Luchsinger na tentativa de obter recursos federais para a prefeitura.

Luchsinger chamava Lulinha de “sócio”

Os novos diálogos se somam a mensagens já analisadas pela Polícia Federal nas quais Luchsinger se referia a Lulinha como “sócio”. As investigações apuram a relação entre os dois e possíveis negócios envolvendo órgãos do governo federal.

Três inquéritos no Supremo Tribunal Federal investigam fatos relacionados a Lulinha e Luchsinger. Um deles apura suspeitas de tráfico de influência e corrupção envolvendo tratativas no Ministério da Saúde; outro trata de possível atuação junto à Dataprev.





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